Opinião

José Melo entra para a história como primeiro governador cassado e preso por corrupção no Amazonas

Um menino humilde, nascido nos seringais acreanos, virou professor José Melo de Oliveira e tinha o sonho de ser governador do Amazonas. Conseguiu depois de muitos anos de prestação de serviços públicos. Agora está preso acusado de chefiar uma quadrilha responsável em desviar mais de R$ 200 milhões da Saúde no Estado.

José Melo vai ficar para a história política do Amazonas como o primeiro ex-governador a ser preso pela Polícia Federal pelos crimes de peculato e corrupção. Na campanha eleitoral, fez a campanha do homem humilde, filho de seringueiro e vindo do interior pobre.

Mas, no governo implantou uma tática feroz com irmãos e a esposa, Edilene Oliveira, e fez tudo para se beneficiar do dinheiro público. Comprou um pequeno sitio no ramal do Banco, em Rio Preto da Eva, e com dinheiro público, asfaltou 20km do ramal, o único asfaltado naquela região.

A partir dai, estabeleceu um projeto para enriquecer. Fez patrimônio e ficou rico, milionário praticamente. Um de seus imóveis, o sítio, segundo as investigações da PF, é avaliado em mais de R$ 7 milhões.

Apelidado de “Mestre dos Magos”, personagem do desenho Caverna do Dragão, que aparece para fazer charadas e indicar ao grupo perdido a passagem de volta para casa, José Melo enganou o povo do Amazonas, mas não foi esperto o suficiente para enganar os guardiões da Lei.

Traduzido em miúdos, a prisão de Melo representa a “pá de cal” na vida pública daquele em se dizia o mais honesto dos homens públicos e o “salvador” da Pátria.

José Melo mostra a classe política que não existe crime perfeito.