Opinião

Maus caminhos: na guerra da informação e desinformação, em quem acreditar?

A deflagração da operação Maus caminhos está desmontando um esquema que vai muito além dos R$ 110 milhões desviados da saúde que foram utilizados para bancar o luxo de empresários, políticos e agentes públicos.

Após a prisão do ex Governador José Melo houve quem dissesse que as investigações havia alcançado seu ápice e que a partir de então deveria caminhar para o seu final. Mas a PF e a Justiça Federal já mostraram que a dor de cabeça dos corruptos está longe de acabar.

Paralelo aos acontecimentos que resultam da rápida ação da justiça, uma guerra de informações e contra informações se estabeleceu na mídia local, manchada por denúncias de fazer parte do esquema que roubava da saúde pública.

Enquanto canais sérios divulgam sem máscaras a verdade que chega a ser óbvia e facilmente confirmada em notas divulgadas pelas instituições de fiscalização e controle, há um esforço da mídia aliada – e enrolada com o esquema de corrupção – em tentar blindar a imagem de acusados, bem como trazer para a lama aqueles que sempre se opuseram ao grupo que faliu o Amazonas.

Fake News, montagens, denúncias falsas e fora de contexto tomam conta das redes sociais e de parte da imprensa se valendo da facilidade em convencer os desavisados na tentativa de confundir as pessoas e até a justiça.

Foto de José Melo não era fake

Um exemplo clássico do desespero da mídia aliada da “Maus caminhos” foi o vazamento de uma foto de José Melo sem camisa, dando entrada no presídio, viralizada horas após sua primeira prisão. Rapidamente parte da mídia local se esforçou para classificar a imagem como sendo “fake”, segundo eles tratava-se de uma montagem mal feita.

Dias depois, a justiça confirmou que a foto era real. A verdade e o jornalismo sério riram muito.

Não acredite em tudo o que lê

Vivemos num momento em que a propagação de notícias falsas, manipuladas ou parciais para um público sem conhecimento está criando uma situação insana, que pode trazer enormes prejuízos para um setor estratégico e para a população em geral, dando-se razão ao que Einstein disse: “Duas coisas eram infinitas: o universo e a estupidez humana”.