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Dono do Grupo Bringel é preso pela PF acusado de fraude em R$ 140 milhões na saúde do Amazonas

O dono do Grupo Bringel, Sérgio Roberto Melo Bringel, e o ex-presidente da Cigás, Lino José de Souza Chíxaro, foram presos pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (11), durante a operação Cashback, que é uma nova fase da operação Maus Caminhos. A ação apura o desvio de verba da saúde pública do Estado durante o mandato do governador cassado José Melo. O ex-deputado federal Sabino Castelo Branco também é alvo da investigação, mas não
recebeu mandado de prisão devido ao estado de saúde.

A operação teve como alvo pessoas físicas e empresas, dentre elas o Grupo Bringel, responsável por prestação de serviços hospitalares. Durante coletiva de imprensa, realizada na sede da PF, no bairro Dom Pedro, zona oeste da cidade, o delegado federal, Alexandre Teixeira, disse que o Grupo Bringel tinha um contrato com o governo estadual, firmado no governo Melo, que chegava a R$ 552 milhões, sendo que deste total, foi identificado fraude no valor de R$ 140 milhões.

“Eles mantinham contrato com o Instituto Novos Caminhos e outros contratos com o Estado. A Controladoria Geral da União (CGU), analisando esses documentos, detectou irregularidades no que diz respeito a esterilização de materiais hospitalares, por exemplo, e que apontam práticas de crimes”, disse o delegado federal Alexandre Teixeira. Ainda segundo ele, o contrato do Grupo Bringel com o Estado tinha validade de 12 anos.