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Empresa Bringel é investigada pela PF em esquema de desvio milionário na saúde do Amazonas

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 11/10, a fase ostensiva da investigação policial denominada ‘Operação Cashback’, que investiga a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Um dos alvos seriam empresas de um grupo que atua no Amazonas e na região Norte vendendo e distribuindo produtos e equipamentos da área de saúde.  Nos primeiros minutos desta manhã, viaturas da Polícia Federal e da Receita foram vistos na alameda Cosme Ferreira, no Coroado, zona leste, onde fica a sede do grupo.

A Receita Federal, que participa da ação, informou que as investigações revelaram, numa análise preliminar, que empresas fornecedoras de mercadorias e serviços para o Estado do Amazonas utilizavam notas fiscais e recibos frios para geração de despesas fictícias, que, além da redução de tributos a pagar, permitia a geração de ‘caixa 2’, o que, em tese, serviria para enriquecimento ilícito, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro. Há suspeitas de que esse mecanismo só foi possível por meio do superfaturamento dos serviços e produtos fornecidos.

Apenas em um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões de reais, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões de reais.

É a quarta fase da operação. A terceira, batizada de Custo Político, prendeu o exgovernador do Estado José Melo de Oliveira, que teve o mandato cassado em 2017 por compra de votos na eleição de 2014.

A operação cumpre 16 mandados de prisão temporária, 40 de busca e apreensão e de bloqueio de bens.