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“Tia da Trufa” é hostilizada por manifestantes da direita após protesto contra Bolsonaro

 

A autônoma Francisca Queiroz de Lima, que ficou conhecida pelos manauaras como “Tia da Trufa”, foi duramente criticada e hostilizada por manifestantes e simpatizantes da extrema direita em prol do candidato a presidência da república Jair Messias Bolsonaro (PLS).

Francisca tira parte de sua renda vendendo trufas nos corredores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

A “Tia da Trufa” ficou marcada no protesto contra Bolsonaro com o bordão “ELENÃO” que parou o Brasil no último sábado dia 28. Francisca trajava apenas um biquíni de praia no largo São Sebastião, lugar onde foi a maior concentração de manifestantes contra Bolsonaro, e a palavra #elenão estava escrita por todo o seu corpo.

Francisca foi chamada de vagabunda, feminazi, esquerdopata, comunista, prostituta, depravada, comíscua entre outras palavras de baixo calão. Grande parte de sua renda vem da venda dos chocolates que ela vende.

Ela é natural do município de Coari, chegou em Manaus com 32 anos e trabalhou por mais de 7 anos como diarista, mas teve que encerrar as atividades como doméstica por conta de um grave problema no braço, foi quando um dos seus filhos teve a brilhante ideia de vender trufa, e deu certo. Hoje em dia ela é muito querida pelos universitários da UFAM.