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Internautas se revoltam com facilidade que bandidos tiveram para entrar armados no Hospital 28 de Agosto

O incidente ocorrido no Hospital 28 de Agosto no último domingo (25), levantou uma série de questionamentos sobre a segurança dos postos da rede pública de saúde. Grande parte da população amazonense quer saber como dois elementos armados conseguiram entrar em um dos maiores hospitais do estado com extrema facilidade, onde estava o AGP (Agente de Portaria) para fazer a revista e os procedimentos legais de entrada e saída de visitantes? Não sabemos.

O hospital 28 de agosto recebe quase que diariamente diversas ocorrências envolvendo bandidos e criminosos ligados ao crime organizado, e por isso, deveria ter maior atenção do sistema de segurança pública do Estado, para evitar que casos como que aconteceu no último domingo aconteçam novamente. A briga entre integrantes de facções criminosas poderia ter custado a vida de pessoas inocentes que estavam ali precisando de atendimento ou trabalhando.

Internautas se revoltaram nas redes sociais com a facilidade que os bandidos tiveram para entrar no hospital armados, sendo que, para levar algum alimento ou material de higiene de visitantes para pacientes é um processo extremamente burocrático, quer dizer que não pode entrar bolachas, toalhas, papel higiênico, creme dental e outros utensílios, mas pode entrar com arma.  Chega a ser assustador, sempre o lado das pessoas que fazem o mal é beneficiado e o lado do cidadão do bem sempre é o mais prejudicado.

Uma universitária que não quis se identificar disse em entrevista que quando soube que sua avó estava internada e sozinha em um hospital da rede pública aqui de Manaus, foi imediatamente ao encontro de sua avó, porém foi barrada pela portaria do hospital e teve que esperar horas para ver sua avó. Caso parecido aconteceu com a também estudante Marcia de Souza, que quando precisou ser internada, relatou que a alimentação do hospital que ela estava era péssima e de má qualidade, então sua mãe tentou levar uma comida “decente” pra sua filha, mas o alimento foi confiscado pela portaria do hospital.