Opinião

Só o tempo vai dizer se o discurso do novo não passava de uma estratégia para enganar o eleitorado

O governador eleito Wilson Lima está formando um secretariado às antigas. Figuras carimbadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e visadas pelo Ministério Público, como Joésia Moreira Julião Batista e  Alex Giglio, estão entre os prováveis secretários do novo governo do Amazonas. Falta ao governador eleito, na escolha de sua equipe, a mesma ousadia manifestada pelo eleitorado, que apostou no novo para mudar a forma de fazer no nosso estado. Mas a indumentária de Wilson é velha, se ele olhar no espelho, já na formação do seu governo, se parecerá com todos aqueles que ele acusou de “antigos” durante a campanha.

Na condição de prováveis futuros secretários, há quem comprovadamente praticou advocacia administrativa, quem foi acusado de improbidade e quem foi condenado a devolver dinheiro surrupiado dos cofres públicos.

Ou Wilson não está tendo liberdade para apostar em gente nova, em currículo novo, ou deliberou a terceiros a formação de seus principais assessores, o que significa que abriu mão de prerrogativa fundamental para a manutenção de sua autoridade como governador.

O tempo vai dizer se o discurso do novo que vendeu durante a campanha não passava de uma estratégia para iludir o eleitorado e ganhar a eleição.

Com informações do Portal do Holanda