Opinião

Wilson Lima uma marionete comandado por empresários e políticos que bancaram sua campanha

Aquilo que já era esperado durante a campanha começa a se tornar realidade após a eleição: o governador eleito Wilson Lima (PSC) não passará de uma marionete e será comandado por empresários influentes do Amazonas. Os indícios de que isso realmente acontecerá é a formação do secretariado do jornalista, que começa a ficar isolado e longe dos seus principais aliados.

Um dos empresários que tomará conta do Estado é Sergio Bringel, diretor executivo do Grupo Bringel, que foi preso em outubro deste ano durante a operação “Cashback”, um desdobramento da “Maus Caminhos”, que investiga o desvio de recursos públicos da saúde. Será deles a indicação no nome que ocupará o cargo de secretário da Casa Civil, o que já havia sido acordado com Lima durante a campanha.

O vice do governador eleito, Carlos Alberto de Almeida Filho (PRTB), será o novo secretário de saúde do Estado. Já o deputado estadual Luiz Castro (Rede), nome forte para ocupar a Casa Civil, foi barrado para o ocupar o cargo pelo grupo de empresários que bancaram a campanha de Lima e terá de se contentar com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Sem Carlos Alberto e Luiz Castro ao seu lado, o jornalista ficará isolado na sede do Governo do Estado do Amazonas. E é justamente essa a estratégia dos empresários. Sem seus fieis escudeiros, o jovem e inexperiente governador será presa fácil nas mãos daqueles que bancaram sua campanha e que não conseguem manter suas empresas vivas sem a “colaboração” do dinheiro público.