Política

Damares Alves diz que sexo entre mulheres ou entre homens é aberração

Pastora evangélica, a mulher escolhida por Jair Bolsonaro para assumir o novo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, causou revolta boa parte da população, nesta quinta-feira (3), ao anunciar a chegada de uma “nova era” em que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”.

Conhecida por seus posicionamentos homofóbicos, Damares disse, depois, que sua fala foi apenas uma metáfora para fazer uma crítica ao que chama de “ideologia de gênero” nas escolas. Para ela e boa parte dos defensores do novo governo, há no Brasil uma “doutrinação” para incentivar as crianças a se tornarem homossexuais.

Apesar de dizer, enquanto ministra, que trabalhará por essas pessoas, a atuação da pastora na esfera da igreja demonstra que sua declaração não se limita a uma simples metáfora, mas, sim, traduz o que pensa a mulher que hoje é responsável por todas as políticas de proteção de direitos LGBTI+ sobre essas pessoas.

Fórum recebeu com exclusividade vídeos que mostram Damares palestrando em uma clínica de “restauração sexual” e classificando a homossexualidade como “aberração” e “doença”. Nas falas registradas, a ministra pede, inclusive, para que trechos sejam editados ou para que não filmassem alguns momentos da palestra, pois falaria coisas “sérias” e, por isso, teria “problemas”.

A denúncia partiu de um dos “pacientes” do “tratamento” que preferiu não se identificar por conta de possíveis retaliações. Nesta reportagem ele será identificado como “X”.

Confira, após os vídeos abaixo, os relatos do jovem sobre sua experiência na clínica.

Damares, ao falar sobre a suposta ideologia de gênero nas escolas, classifica sexo entre mulheres como “aberração”. Ela pede, inclusive, para que o cinegrafista edite o trecho