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Servidores da Afeam são demitidos e pedem novo nome para comandar o órgão

Aproximadamente dez funcionários da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) foram desligados de seus postos neste início de ano, após a mudança de governo. Os trabalhadores demitidos alegam que os cortes foram informados de última hora e, além disso, não devem ser aceitos pois, até o momento, o órgão se encontra sem um responsável ligado ao Banco Central do Brasil. O novo gestor da Afeam é o economista Marcos Vinicius Cardoso de Castro, funcionário concursado da agência há 17 anos.

De acordo com uma das diretoras da Afeam, Iolane Machado, há várias denúncias contra a nova gestão do órgão feitas pelos trabalhadores ao Ministério Público Estadual. “É uma confusão sem tamanho e um desrespeito com os servidores da Afeam, que foram homologados pelo Banco Central, ou seja, essas pessoas possuem plena autorização para exercerem as funções e em uma simples assembleia querem destitui-los. É necessário haver uma nova assembleia, mas desta vez, com pessoas que sejam ligadas ao Banco Central”, explicou. “A Afeam está sem comando e queremos um novo nome”, acrescentou.

Para a diretora administrativa e financeira da agência, Ana Lúcia Almeida, com a transição de governo, as mudanças são normais. No entanto, é necessário haver mais transparência por parte da nova gestão. “Queremos ver a ata das assembleias ou qualquer outro documento que comprove que todas as modificações na Afeam têm o aval do Banco Central. Somente a deliberação não é suficiente”, enfatizou.

Conforme a lei 13.506, de 13 de novembro de 2017, constitui infração sob pena de multa e punição a atuação de pessoas como administrador ou membro de órgão previsto no estatuto social sem a prévia aprovação pelo Banco Central do Brasil.