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Paciente com cálculo renal sofre nos Hospitais 28 de Agosto e Adriano Jorge por falta de equipamento e material

Bruno da Costa e Silva de 25 anos, paciente do Hospital 28 de Agosto, procurou a equipe de reportagem do Observatório Manaus para denunciar os absurdos que viveu na unidade de atendimento, que é uma das maiores do Estado do Amazonas. Bruno sofre de cálculo renal e precisa de uma cirurgia para a remoção da pedra que pode acabar comprometendo um de seus rins.

O paciente informou que busca tratamento desde o mês de agosto de 2017, e só conseguiu ser atendido em agosto de 2018, e durante esse período, o cálculo que tinha aproximadamente 1.8 cm cresceu e atualmente está com 2.1 cm. Bruno então foi encaminhado para o Hospital Adriano Jorge com a expectativa de que logo iria ficar melhor.

Foi então que bruno percebeu que o inferno estava apenas começando, pois a fila de espera para realizar um procedimento chamado de Catéter. O cateter é um tubo que pode ser inserido em um vaso sanguíneo, possibilitando a drenagem ou injeção de fluidos ou o acesso a instrumentos cirúrgicos. Na maioria dos usos o cateter é um tubo fino, macio e flexível.

Bruno até chegou a se animar quando sua tão desejada cirugia foi marcada para agosto do ano passado, mas infelizmente quando chegou próximo ai dia tão aguardado por Bruno, algo muito estranho aconteceu. Os médicos tiveram que cancelar o procedimento cirúrgico e Bruno alegando ausência de material.

Otimista, Bruno tentou tirar do próprio bolso o dinheiro necessário para a compra do material necessário para sua cirurgia, mas infelizmente por meio de uma nota, o Estado não permitiu. Ou seja o governo não quis realizar a cirugia, nem deixar com que o rapaz comprasse o material com o dinheiro do próprio bolso.

O rapaz teve que infelizmente largar o trabalho, porque as dores renais que ele apresentava durante o período de expediente, eram tão fortes que começaram a atrapalhar sua vida profissional. E sempre que ele retorna a unidade, sempre dizem a mesma coisa, que estão sem material e que a diretora do local não está presente no momento.

O cateter pode ficar no organismo de uma pessoa por apenas 3 meses, mas como não tinha outro, Bruno teve que ficar com o mesmo com cateter com cerca de 10 meses. Novamente ele foi encaminhado para o 28 de Agosto, chegando lá ele foi notificado de que o equipamento estava quebrado. O procedimento que era pra ter durado algumas horas, fez como que Bruno ficasse internado por 30 dias.