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Amazonas

Ferraz mira em Adjuto, mas acerta em Sabá Reis, em discurso sobre portos caindo aos pedaços no interior

O deputado estadual Augusto Ferraz (DEM), já conhecido por não ter papas na língua nem ser afeito a delicadezas nos discursos, atirou no que viu e acertou no que não viu em seu discurso na manhã desta terça-feira (7), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Sem a elegância que permite um texto escrito, Ferraz desceu o sarrafo no colega Adjuto Afonso – que se define como representante de Lábrea – em função do estado lastimável em que se encontra o porto daquela cidade. Mas a resposta acabou vindo de quem vestiu a carapuça, o deputado Sabá Reis, que já administrou os portos do Amazonas quando Alfredo Nascimento era ministro dos Transportes, e sobre cuja administração pesam muitas suspeitas de superfaturamento de portos e de construções de terceira categoriam, que desabaram ou simplesmente não funcionaram.
Augusto Ferraz disse na Aleam que esteve em Borba e Lábrea e ficou chocado com o estado lastimável dos portos das duas cidades. Chamou o colega Adjuto Afonso para assumir sua responsabilidade como representante de Lábrea (mas o parlamentar estava ausente do plenário) porque os portos sem estrutura estão prejudicando a população e a economia local, em especial, o agronegócio.

Ferraz também questionou a destinação de recursos que deveriam ter sido aplicados tanto no porto de Borba, quanto no de Lábrea. Segundo ele, R$ 10 milhões foram destinados ao Porto de Borba, cuja estrutura é tão somente uma uma balsa existente há mais de 10 anos. Sim, minha gente! Dez anos!

Já em Lábrea, Ferraz disse ter recebido informações dos moradores de que verbas chegaram ao município para a construção de um novo porto, mas a obra não teria sido concluída.

“A sociedade de Lábrea diz que já teve até placa dizendo que tal dia o porto seria entregue, mas essa placa foi tirada de lá e sumiu a placa. Pra onde foi esse dinheiro? Temos que dar resposta positiva à sociedade. Quando chove não tem condições de abastecimento”, contou.

Sonâmbulo ou lobisomem

Tivesse ficado calado, Sabá Reis nem chamaria minha atenção. Mas, não! Ocupou a tribuna para justificar o injustificável! Dizer “porto que não tem problema, não é porto”! Que é isso, gente?
E sabe porque Sabá Reis se arvora a entender de portos? Porque durante um curto período – entre 2010 a 2013 – foi superintendente da Administração das Hidrovias da Amazônia Ocidental – AHIMOC, órgão ligado ao DNIT, do Ministério dos Transportes de Alfredo Nascimento.

Sabá Reis disse que “por experiência na área” pode afirmar que os portos do Amazonas possuem uma “questão delicada” porque “anoitecem de um jeito e amanhecem de outro, todos sujeitos às mais variadas situações com problemas de uma forma ou outra”. Como assim? Tem porto sonâmbulos é? Ou será lobisomem que, quando anoitece, muda de forma?

“Porto que não tem problema não é porto”, exclamou o grande especialista, inclusive mostrando no telão do plenário o Porto de Parintins, que teve que passar por uma restauração completa, porque foi ao fundo na época que ele e Alfredo eram responsáveis por essas obras.

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