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Amazonas

Famílias de pacientes renais crônicos que morreram vão processar o Estado.

A Associação dos Pacientes Renais Crônicos (Arcam), anunciou que, com o apoio da deputada Alessandra Campêlo, a entidade está reunindo as famílias dos renais que morreram por falta de atendimento de saúde para processar o Estado, responsabilizando o Governo de Melo pela morte desses pacientes e exigindo indenização para as famílias. Segundo a Arcam, aproximadamente 200 pacientes renais crônicos já foram vítimas da “ála da morte” no sistema público de saúde do Estado. Para buscar justiça, a Associação dos Pacientes Renais Crônicos (Arcam) fez reunião com a deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB) na tarde desta segunda-feira, 17 de abril. A ação, segundo a deputada, será encaminhada à Defensoria Pública Estadual (DPE) e ao Ministério Público do Estado (MPE). Alessandra disse que, infelizmente, essas mortes ocorreram tanto pelo atendimento precário na hemodiálise quanto pela suspensão dos transplantes na rede estadual de saúde. Está prevista também a realização de uma grande audiência pública para discutir o assunto no âmbito do Parlamento Estadual. Na justiäcativa para ingressar com o pedido coletivo de indenização, Alessandra compara o caso dos renais crônicos com o das famílias dos internos mortos nas rebeliões que resultaram em mais de 60 vítimas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa e Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) no começo do ano. Naquela oportunidade, o Governo procurou a Defensoria e tomou a iniciativa de fazer um acordo para indenizar as famílias dos presos. A deputada

entende que o tratamento deve ser igual, pois a Susam é a responsável pelas mortes no sistema de saúde do Estado. Entenda o problema A situação é antiga. Só no começo de 2016, Alessandra denunciou na tribuna da Assembleia Legislativa a morte de 78 pacientes renais crônicos somente no Hospital 28 de Agosto, localizado na avenida Recife, Zona Centro-Sul de Manaus. De lá para cá, as estatísticas só pioraram, pois ocorreram óbitos em outros hospitais. De acordo Thiago Coelho, representante Arcam – entidade que reúne aproximadamente 1.600 associados no Estado -, o principal problema enfrentado é suspensão dos transplantes. Com isso, cresceu a demanda pelo atendimento nas clínicas de hemodiálise sob a responsabilidade do Governo. “Hoje são quase 200 vítimas da äla da morte da Susam”, denunciou. Para Thiago, é preciso também normalizar a distribuição de medicamentos aos pacientes e retomar os transplantes. “A retomada dos transplantes é o que ajudaria a resolver o problema, mas infelizmente o Governo suspendeu esse serviço e piorou a situação dos pacientes renais crônicos”, explicou Coelho. Os familiares das vítimas que tiverem interesse em ingressar com pedido de indenização coletiva devem procurar a Arcam ou o gabinete da deputada, que funciona no segundo andar do prédio da Assembleia Legislativa do Amazonas.

 

Fonte: Radar Amazônico

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