Opinião

Casa Civil, com 530 funcionários, vira “cabidão de emprego” do governo Wilson Lima


O eleitor amazonense, cansado da chamada “velha política”, resolveu tomar uma atitude e apostar na renovação nas eleições de 2018, assim, elegeu Wilson Lima, jornalista, sem qualquer experiência em gestão pública, mas com um discurso afiado, baseado em fazer diferente e assumir todas as broncas para promover um governo que dialogaria com a população.

Em um dos debates realizados durante o pleito, o então candidato Wilson Lima classificou como cabide de emprego a Casa Civil do governo estadual, segundo ele próprio, sequer era possível colocar dentro da sede da instituição a quantidade de pessoas nomeadas para exercer função comissionada. Ele estava certo e àquela altura prometia acabar com essa farra com recursos públicos.

Caminhando para os seus 100 (cem) primeiros dias de governo, Lima ainda não convenceu seu eleitorado, que já anda meio desconfiado de suas atitudes cada vez mais distantes do que se espera de alguém que parecia e prometia ser e fazer “diferente”.

Como Governador, Wilson Lima renovou a Casa Civil, exonerou a quantidade imoral de funcionários que ocupavam aquele cabide de emprego, mas esqueceu de “fazer diferente”, fez igual, fez pior.
Uma pesquisa realizada pela equipe do Observatório Manaus no site de transparência governamental, revelou que em dezembro de 2018, havia 512 comissionados nomeados na instituição. Em janeiro de 2019, o número subiu par 530, com um custo, apenas com folha de pagamento na ordem de mais de R$ 3,6 milhões.

Não é de se estranhar que o quadro dos serviços públicos permaneçam sem nenhuma mudança: insegurança, caos na saúde, festa de dispensas de licitação na Seduc. Sem contar a falta de esperança das diversas categorias que compõem o quadro de servidores públicos Estado em ter acesso a direitos como data base, Funde, etc.

Assume essa bronca!