Amazonas Política

Depois de Observatório denunciar descaso no Adriano Jorge, Carlos Almeida promete mutirão de cirurgias, mas não diz quando

O Observatório Manaus denunciou o descaso com a paciente Allana Eva, que sofre de problema no ligamento menisco do seu joelho direito e precisa urgente de uma cirurgia de artroscopia, caso contrário pode perder o movimento de sua perna. Outra denúncia diz respeito ao descaso com o paciente Bruno da Costa e Silva de 25 anos. Ele sofre de cálculo renal e precisa de uma cirurgia para a remoção da pedra, que pode acabar comprometendo um de seus rins.

Outra reclamação grave recebida pelo Observatório Manaus é que pacientes e acompanhantes da Fundação e Hospital Adriano Jorge não têm a quem recorrer em situações que pedem uma atenção administrativa. De acordo com eles, a diretora do local, Christianny Sena, não dá a mínima atenção para quem a procura e precisa de um apoio maior no atendimento. Os denunciantes pretendem ir ao Ministério Público do Estado (MPE) para efetuar as reclamações contra a dirigente da unidade hospitalar.

A mesma unidade de saúde também teve seu diretor afastado por ordem do governador Wilson Lima. No entanto, a gratificação de chefe foi mantida para o tal servidor, que responde a processos no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE) e no Ministério Público do Estado (MPE).

Os problemas do Adriano Jorge não param por aí. Fontes informaram ao Observatório Manaus que membros amputados estão sendo descartados junto com o lixo comum da unidade ou até mesmo deixados no necrotério do local.

Além disso, os materiais utilizados para procedimentos cirúrgicos estão sendo esterilizados no município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus) e de maneira inadequada. Os trabalhadores da fundação pedem que o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) faça uma investigação no local.

Outra reclamação feita por funcionários do estabelecimento é de que algumas cirurgias já foram canceladas porque os materiais estavam molhados. “A situação da fundação está cada dia pior e há motivos suficientes para uma investigação do MP-AM”, comentou um médico da FHAJ.