Mulher usa nome de jornal para aplicar golpes em Manaus

por Naief Queiroz
Mulher usa nome de jornal para aplicar golpes em Manaus

Foto: Reprodução

Uma mulher identificada como Paloma Scarleth Gomes do Nascimento, de 23 anos, ex-colaboradora do Jornal Em Tempo, foi denunciada por aplicar golpes usando o nome da empresa de comunicação. 

De acordo com a diretora comercial do EM TEMPO, Renilda Moita, Paloma Scarleth foi indicada por um funcionário ao cargo de executiva de vendas, em janeiro deste ano. Entretanto, a contratada, que prestava serviços por meio de contrato de pessoa jurídica (PJ), não chegou a completar 30 dias de serviços prestados e abandonou o emprego.

“A Paloma chegou ao jornal por indicação de um funcionário. Ela foi contratada em regime de Pessoa Jurídica (PJ), mas não chegou a completar um mês. Um amigo dela ligou para a empresa informando que o avô de Paloma havia falecido. Depois disso ela nunca mais apareceu para trabalhar”, explicou Renilda Moita. 

Depósito realizado por empresário para quitar venda de anúncios falsos
Depósito realizado por empresário para quitar venda de anúncios falsos | Foto: Divulgação

Mesmo sem exercer vínculo com o jornal, Paloma Scarleth continuou usando o nome da empresa e o cargo atribuído a ela para fechar contratos com vendas de anúncios. Como parte do pagamento contratual, por serviços prestados, um empresário do ramo de restaurante chegou a efetuar um depósito de R$ 2 mil no dia 20 de março deste ano.  O valor foi depositado na conta pessoal do irmão de Paloma Scarleth.  De acordo com a polícia, além do empresário, outra pessoa foi vítima do golpe e denunciou o crime. 

Outro caso

Quem também está enfrentando problemas com Paloma é uma corretora de imóveis. Ao Em Tempo, a profissional do mercado imobiliário, de 45 anos, que preferiu não se identificar, disse que alugou para Paloma um apartamento no condomínio Ideal Torquato, no bairro Tarumã, com valor R$ 1,2 mil mensais. 

“Eu anunciei o aluguel do imóvel e Paloma ficou interessada. Ela entrou em contato comigo e passou a morar no local em fevereiro deste ano com uma amiga. Paloma informou que era funcionária do Jornal  Em Tempo, e que exercia o cargo de executiva de vendas. Para confirmar, até o crachá do jornal ela apresentou. Agora o aluguel está atrasado e ela sempre tem uma desculpa. Disse que fez o depósito na conta do irmão, mas por ter saldo negativo a agência bancária descontou. Por conta das minhas cobranças, a moça me bloqueou no WhatsApp e não atende as minhas ligações”, contou a corretora.

A corretora disse ainda que antes de bloquear as mensagens de aplicativo, Paloma disse que estaria em viagem para Salvador, no Estado da Bahia, prestando serviços ao jornal EM TEMPO.

Ficha criminal 

Em consulta aos registros da polícia, Paloma  possui quatro processos criminais – dois pelo crime de estelionato, uma por apropriação indébita e outra por porte de entorpecente durante uma abordagem de policiais militares. 

Conforme informações do Boletim de Ocorrência, o primeiro registro de estelionato foi registrado no dia 6 de novembro de 2016 por um advogado, que na época tinha 54 anos. A vítima compareceu no 12º DIP para informar que Paloma Scarleth utilizou de argumentos fraudulentos para  alugar dele, dez jogos de mesas e cadeiras de madeiras, ao preço de R$ 100 à diária. Paloma nunca pagou o aluguel e informou que os objetos haviam sido furtados por uma pessoa desconhecida. 

O segundo caso de estelionato em que Paloma se envolveu, ocorreu no dia 22 de maio de 2017, em que ela teria vendido uma máquina fotográfica para um homem no valor de R$ 500. De acordo com a Polícia, ela teria pedido o  equipamento emprestado de uma outra pessoa. Dias depois, o dono da máquina fotográfica foi buscar o equipamento na casa do comprador. O caso foi registrado no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Outro registro contra a moça foi realizado no dia 1º de março de 2019, no 1º DIP, por apropriação indébita. As vítimas do sexo masculino informaram em depoimento que Paloma teria se apropriado de forma indevida de aparelhos de notebook e celular. O caso aconteceu no bairro Cachoeirinha, na Zona Sul da capital.

De acordo com registros policiais, Paloma também foi indiciada por posse de entorpecente para consumo pessoal. O caso aconteceu na madrugada do dia 23 de janeiro deste ano, na avenida São Jorge, no bairro São Jorge, na Zona Oeste da cidade. Ela foi abordada durante uma blitz de policiais militares da 21ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e o entorpecente foi encontrado no carro em que estava. De acordo com informações do tenente Ítalo André Faustino, Paloma teria passado por uma blitz sem obedecer a ordem de parada. A guarnição saiu em perseguição ao veículo, que foi obrigado a parar. Durante a revista pessoal e no interior do carro foi encontrado uma porção de drogas. O caso foi registrado no 19º DIP.

A reportagem tentou entrar em contato com a suspeita, porém até a publicação dessa matéria não obteve retorno.

A diretoria do jornal EM TEMPO informou que, ao tomar conhecimento das denúncias, o setor jurídico da empresa  está tomando as providências cabíveis. A empresa providenciou um boletim de ocorrência em delegacia para denunciar o uso de informações indevidas.  A Polícia Civil dará seguimento nas investigações em torno das denúncias. 

Fonte: Em Tempo

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