Cadeirante ‘pega carona’ em traseira de ônibus e depois sofre queda: Veja o Vídeo

por Naief Queiroz
Cadeirante ‘pega carona’ em traseira de ônibus e depois sofre queda: Veja o Vídeo

Um cadeirante sofreu uma queda após “pegar carona” na traseira de um ônibus na avenida Afonso Pena, a principal de Campo Grande (MS), na esquina com a rua Joaquim Nabuco. Nas imagens gravadas na noite de domingo (14) por um jovem que passava de carro pela rua, é possível ver o cadeirante segurando na traseira do ônibus e alguns segundos depois, a cadeira “capota” e ele sofre a queda.

“Eu estava de carona com um amigo quando vi a cena e já comecei a gravar porque tinha certeza que aquilo não terminaria bem”, declarou Jeferson Gamarra, autor da imagem. “Em torno de uns 200 metros depois ele já caiu”.

Logo após a queda eles pararam para prestar socorro ao cadeirante, que aparentemente sofreu ferimentos leves. “Por sorte logo em seguida vinha passando uma viatura do Samu e ele já foi atendido”, relatou Jeferson.

O diretor do consórcio Guaicurus que administra o transporte coletivo na capital, João Rezende, afirmou que o motorista não viu o cadeirante e que a prática é perigosa:

“O motorista não percebeu, porque os motoristas são orientados a não colocar o ônibus em movimento quando notarem que alguém está fazendo isso. É algo muito perigoso, o ônibus está em uma velocidade que a cadeira não atinge, qualquer obstáculo pode ocasionar uma queda, é realmente muito perigoso”.

De acordo com o tenente-coronel Franco Alan Amorim, comandante do Batalhão da Polícia Militar de Trânsito (Bptran), o cadeirante, que não foi identificado, não seria multado porque “pendurar-se” em veículos não configura infração de trânsito:

“Quanto à atitude do cadeirante não há previsão na Lei 9503 (CTB), portanto, não houve infração de trânsito. Existe um projeto de Lei nº10.192/2018 que prevê a utilização de ‘rabeta’ ou ‘traseira’ como infração de trânsito, no entanto, somente para ciclistas e pedestres”, declara.

A assessoria de imprensa da Santa Casa e do próprio Samu, até a publicação desta reportagem, tentavam localizar a ocorrência do cadeirante para informar seu estado de saúde.

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