Irmãs são presas suspeitas de venda de imóveis fakes, no Tarumã

por Naief Queiroz
Irmãs são presas suspeitas de venda de imóveis fakes, no Tarumã

As irmãs Gleice Cristina Queiroz Reis, 34; Mônica Regina Queiroz Reis, 36 e Sheila Patricia Queiroz Reis, 40, foram presas, na manhã desta quinta-feira (22), suspeitas de estelionato, por envolvimento na venda de imóveis com fraudes que chegavam até R$ 2 milhões. Os empreendimentos fictícios eram vendidos na planta, em um condomínio chamado Lótus Tarumã que, supostamente, seria construído, na Avenida do Turismo, bairro Tarumã, zona oeste da capital.

O trio foi preso por policiais da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd). “Inicialmente, teve um registro de um Boletim de Ocorrência (B.O), no qual consta que as três irmãs compraram um terreno no valor de R$ 10 milhões, pagaram uma entrada de R$ 500 mil e o restante eram cheques, mas que não tinham ‘fundo’. A partir daí, iniciou-se uma briga jurídica, no decorrer disso. Elas conseguiram, por meio fraudulento, transferir a propriedade do terreno para elas. O estande de vendas foi desmontado”, destacou Demétrius Queiroz, delegado Derfd.

Gleice Cristina Queiroz Reis, Mônica Regina Queiroz Reis e Sheila Patricia Queiroz Reis foram presas, nesta quinta-feira (30), suspeitas de estelionato (Foto: Yago Frota)

O residencial tinha previsão para ser entregue no final de 2018, porém, segundo a polícia, não há nenhuma obra no endereço do imóvel. Sete vítimas já compareceram na Derfd para prestar denúncias contra as irmãs. Os pagamentos realizados pelos compradores giram em torno de R$ 900 mil.

“Uma situação extremamente complexa. Assim que ajuizamos a ação de execução, foi determinada a medida, porém, haviam bens no nome delas, a não ser o terreno onde iriam construir os imóveis. Nós tivemos que penhorar o imóvel. Se trata de uma quadrilha, estelionatários. A frieza com que elas tratam o assunto é espantosa. As irmãs estavam se preparando para fugir, já haviam demitido funcionários da empresa e são pessoas de alta periculosidade”, contou Grayce Benayon, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM)

Prisões

Gleice e Sheila foram presas em um condomínio, no conjunto Parque das Laranjeiras, bairro Flores, zona centro-sul de Manaus. Já a prisão de Mônica aconteceu em um residencial situado no bairro Alvorada, zona centro-oeste da capital. O trio foi indiciado por estelionato e será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), onde permanecerá à disposição da Justiça.

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