Caso Flávio: ‘A oposição busca adesão pública à custa do sofrimento’, diz vereador

por Naief Queiroz
Caso Flávio: ‘A oposição busca adesão pública à custa do sofrimento’, diz vereador

“Covarde, covarde e covarde”, disparou o vereador Cel. Gilvandro Mota (PTC) durante sessão de grande expediente na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta terça-feira, dia 8. As duras críticas foram feitas ao vereador Chico Preto (sem partido) que, segundo Gilvandro, tentou transformar a investigação policial do caso Flávio Rodrigues em um palanque político.

“Eu não tenho vínculo, senão apenas institucional, com a prefeitura e com o prefeito Arthur Virgílio Neto, que trabalha em prol dessa cidade. A imprensa deveria saber disso. O vereador Chico Preto, quem fez tudo isso contra essa Casa, foi o mesmo que se beneficiou da lei, quando ele tinha direito a sua segurança de seus familiares”, disse Gilvandro Mota, ao relatar a decisão da justiça que absolveu Chico Preto, após a morte do sargento José Cláudio Marques da Silva, em 2014, durante assalto ao carro que estava a esposa do vereador. “Ele podia ser culpado por não ter contrato um serviço particular para transportar os valores até sua casa. Chico Preto foi absolvido pela justiça e nós o respeitamos”, completou Mota, demonstrando sua indignação.

Ainda durante a plenária, o vereador pediu cautela sobre a eventual interferência política no episódio. “A oposição busca adesão pública à custa do sofrimento de familiares e amigos, através do choro da família e amigos à custa de maldade e morte”, denunciou Gilvandro, ressaltando todos devem preservar a CMM de qualquer fato de responsabilidade da polícia para que a democracia prevaleça.

“Se o prefeito tiver falhas será julgado. Todos precisam entender que há um ordenamento que permite não só para o prefeito, mas ao governador do Estado e ao presidente da República, que tenham direito à segurança, segurança do seu vice e de seus familiares. Que a responsabilidade por crime político administrativo não depende do pronunciamento das Câmaras (municipal ou federal), podendo ser julgado diretamente pelo Poder Judiciário, como está na lei”, explicou o parlamentar.

Gilvandro Mota encerrou seu discurso dizendo que a busca pela verdade está sendo feita pela Polícia Civil, que deve apurar o fato e mostrar para sociedade quem de fato tirou a vida de Flávio. “E a nós, vereadores, não cabe macular esse parlamento a exemplo de canalhas. Com atitude covarde e sem se fazer presente para debater e responder por sua falha. Atitude que jogou esse parlamento, que é oriundo da força popular, contra a população que o elegeu, confundindo opiniões, confundindo ideias, maculando a compreensão de uma sociedade fragilizada”, finalizou.

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