Após denúncia da Apple, 3 mil produtos falsificados são apreendidos em lojas de Manaus

por Naief Queiroz
Após denúncia da Apple, 3 mil produtos falsificados são apreendidos em lojas de Manaus

Mais de três mil produtos falsificados para aparelhos celulares de uma marca internacional foram apreendidos durante a operação “Maçã Proibida”, deflagrada nesta segunda-feira (11) em duas lojas no Centro de Manaus, na Zona Sul. O balanço da apreensão só foi divulgado nesta terça.

Ao todo, segundo o titular da Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon), delegado Eduardo Paixão, foram 3.562 peças apreendidas, entre fones de ouvido, capas de celulares e carregadores falsificados e impróprios para uso.

A ação contou com a participação da Secretaria Municipal de Direito do Cidadão e Ouvidoria (Semdec) e o Serviço de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho (Serep) da Receita Federal.

As investigações no caso foram iniciadas há cerca de dois meses após a empresa, sediada no exterior, encaminhar um representante para formalizar a denúncia de falsificação dos produtos na delegacia.

“A Apple Internacional, na Califórnia, formalizou a denúncia para o seu procurador em São Paulo, que nos provocou em Manaus e demos início às investigações nas lojas em Manaus”, contou.

Operação apreende mais de 3 mil produtos falsificados para celulares — Foto: Eliana Nascimento/G1 AM

Operação apreende mais de 3 mil produtos falsificados para celulares — Foto: Eliana Nascimento/G1 AM

A polícia foi até duas lojas no Centro da capital e encontrou todos os acessórios falsificados com selo de autenticidade.

O delegado alertou a população ao realizar compra de produtos falsificados.

“Um produto que sonega imposto e age de forma desleal com aquele empresário que tributa. Peço a atenção do consumidor para que não plorifere e não contribuía com essa prática ilícita para não virar uma demanda no Procon”, disse.

As lojas, alvos da operação, foram autuadas de maneira administrativa pela Receita Federal e pelo Procon Manaus.

No momento da operação, o delegado explicou que os proprietários dos estabelecimentos não estavam no locais, mas foram notificados e irão responder por crime contra as relações de consumo e contrabando de produtos falsificados. Eles possuem dez dias para se apresentarem aos órgãos.

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