Gasolina pode ficar até R$ 4,65 mais cara nos postos de Manaus

por Naief Queiroz
Gasolina pode ficar até R$ 4,65 mais cara nos postos de Manaus

O preço da gasolina subiu quase 4% nas refinarias. É a segunda vez em pouco mais de uma semana. A justificativa é a alta do dólar em relação ao real. O repasse para o consumidor vai depender dos postos de combustíveis. Com a decisão, a gasolina pode chegar a R$ 4,65 real por litro. O diesel não teve aumento.

 O último aumento tinha sido feito na última terça (19), quando o preço da gasolina foi elevado em 2,8%, após mais de 50 dias sem alterações no preço. A Petrobras decide sobre os preços dos combustíveis com base em fatores como a cotação internacional do petróleo e o câmbio. Esse sistema está em vigor desde setembro do ano passado.

 O repasse do preço da gasolina ao consumidor final depende tanto das distribuidoras como dos postos de combustível. Segundo a companhia, o valor da gasolina na refinaria equivale a 25% do total. Outros 16% são da distribuidora e dos postos, e 59%, de imposto.

O Vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Alcoois e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindicombustíveis – AM), Geraldo Dantas, conta que o preço elevado da gasolina no Amazonas afeta a movimentação nos postos de combustíveis.

 “Os postos, recebendo uma nota fiscal com valor mais alto, vão repassar para o consumidor. Mas cada posto coloca o seu preço. E já estávamos esperando por isso devido a alta do dólar. O preço alto não é bom para o cliente. Muitas vezes o empresário não repassa tudo que o governo manda e absorvem parte do aumento e se você não tiver um volume de vendas não terá a devolução do capital”, avalia.

 Variação

Na avaliação do representante, o preço médio da gasolina em Manaus pode aumentar de R$ 4,59 para R$ 4,65. Apesar do preço médio do litro atingir R$ 4,59, em Manaus, há postos que comercializam o produto a R$3,80, conforme verificou a reportagem de EM TEMPO em alguns estabelecimentos.

 Segundo a Petrobras, o preço da gasolina comum para os consumidores é formado pelos seguintes itens: 30% são os custos de operação da empresa para produzir o combustível, 16% são impostos da União (Cide, PIS/Cofins), 39% são impostos estaduais (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS), 13% é o custo do etanol adicionado à gasolina e 12% se refere às despesas com distribuição e revenda do combustível.

 Consumidores

Motoristas estão insatisfeitos com os preços encontrados nos postos de gasolina e buscam alternativas para economizar. É o caso da administradora Stephane Ferreira que não abastece seu carro com gasolina aditivada e afirma que se capital contasse com um sistema de transporte urbano eficiente, o carro seria menos usado. “Eu procuro os postos com preço mais econômico, não coloco gasolina aditivada no meu carro. Se aqui em Manaus tivesse um transporte rápido como metrô ou trem eu, com certeza, deixaria o carro em casa”, conta. 

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