Alfredo Menezes, um soldado contra a Zona Franca de Manaus na Suframa

por Alex Mendes
Alfredo Menezes, um soldado contra a Zona Franca de Manaus na Suframa

Não é novidade a Zona Franca de Manaus estar sob ataque, e é de se esperar que em seus próximos 50 anos, um dos mais bem sucedidos projetos de desenvolvimento sustentável do mundo, responsável pela preservação de 98% da Floresta Amazônica, passe por novos momentos de tensão como o que vive nos dias atuais.

Mais de 8 mil famílias na capital e no interior, 31 indústrias que juntas respondem por 90% de todo o xarope de guaraná produzido no Brasil, compõem o polo de concentrados de bebidas instalado na ZFM, o novo alvo dos inimigos do Amazonas.

A estratégia central segue a mesma, reduzir os incentivos fiscais que tornam a ZFM atrativa ao investidor, que suporta as dificuldades de logística e gera emprego em uma região distante do eixo Sul/Sudeste.

A novidade, no entanto, é a presença de um infiltrado na batalha que o Amazonas trava pela manutenção de um de seus principais polos. A Superintendência da Zona Franca de Manaus, Autarquia que deveria ser o quartel general dos aliados do Amazonas é chefiada por um dos principais “soldados” dos nossos inimigos, o Coronel Alfredo Menezes.

 “Eu sou um soldado do presidente. Onde ele determinar e achar que temos de ir, iremos”, disse há poucos dias o homem que deveria liderar o front de batalha contra os constantes ataques que a ZFM vem sofrendo.

O “soldado” Coronel Alfredo Menezes não está do nosso lado, fala fino em Brasília e trabalha para causar tumulto na necessária defesa do Amazonas pela manutenção de milhares de empregos.

Primeiro o meu

Não se restringe mais aos debates nos bastidores da política baré, as pretensões políticas do “soldado” Coronel Menezes, que pretende concorrer ao cargo de Prefeito de Manaus nas próximas eleições. E se para garantir o apoio de Bolsonaro for necessário trair o Amazonas, entregando de bandeja o emprego e a cabeça de mais de 8 mil pais e mães de famílias, ele o fará.

Paulo Guedes e suas contradições

“O pior inimigo do meio ambiente é a pobreza. As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer”, disse o Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O discurso seria lindo se não fosse cheio de contradições já que saiu da boca do principal inimigo da Zona Franca de Manaus, modelo que distribui renda, gera emprego e conserva o maior patrimônio natural do planeta.

Bolsonaro não entende de economia

Como ele mesmo diz, o Presidente da República não entende nada de economia, portanto, assina embaixo de tudo o que o Ministro Paulo Guedes lhe trás como solução.

Entre os argumentos de Guedes para a retomada do crescimento econômico do país está a redução da alíquota de IPI sobre os concentrados de bebidas, que segundo o próprio presidente, deverá ir a zero nos próximos três anos.

É a morte decretada do polo de concentrados de bebidas no Amazonas.

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