COVARDIA: pai e mãe são presos após espancar criança de 4 anos

por Naief Queiroz
COVARDIA: pai e mãe são presos após espancar criança de 4 anos

Uma criança de apenas 4 anos foi submetido a uma verdadeira tortura na última segunda-feira. Ela foi espancada pela mãe e depois pelo padrasto, o que causou hematomas em praticamente todo o seu corpo, e ainda provocou prováveis hemorragias, uma vez que reclamava de dores e ainda vomitava nos últimos dias.

A criança apresenta hematomas por toda a parte das costas, pernas, nádegas e na altura do pescoço. A situação chocou os policiais civis e militares, e os membros do Conselho Tutelar.

O caso da grave agressão, que poderá ser enquadrado como tortura aconteceu no distrito de Rondominas, a 55 quilômetros da cidade de Ouro Preto do Oeste. O padrasto agressor, o servente de pedreiro Josué Moreira de Souza, 29 anos, e a mãe biológica da criança, Cristiana Aparecida Gomes Lopes, de 22 anos, foram levados para a Delegacia Civil pela guarnição da PM e seriam flagranteados pelo delegado Roberto dos Santos da Silva.

A criança levou a surra na noite de segunda. Foi para a escola normalmente na manhã de terça, mas a denúncia das agressões não foi relatada pela direção da instituição, e sim através de uma informação anônima, via Whatsapp. Uma mulher que enviou as fotos ao cabo PM Janderson, que acionou o cabo Lima e a PM Mislaine.

A PM se deslocou a residência do casal e comunicou o fato aos conselheiros tutelares de Ouro Preto, que se dirigiram para o distrito. A mãe confessou aos PMs que bateu no filho com um cinto porque ele quebrou um estojo de maquiagem, e que depois o padrasto ao chegar em casa aplicou outra surra no menino. O casal mora junto há menos de seis meses, e Cristiana tem mais três filhos.

A Polícia não sabe ao certo se a mãe realmente bateu no filho, ou se ela confessou para proteger o companheiro. Josué declarou que ele bateu na criança porque é ele quem cria e paga o alimento e as roupas do menino. “Eu bati porque sou eu que educo. Eu só pesei a mão com o cinto”, disse.

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