De cloroquina a corticoides: os remédios mais falados contra o coronavírus

por Naief Queiroz

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), uma das entidades médicas que vêm liderando discussões sobre o combate ao coronavírus (Sars-CoV-2), publicou um documento com análises e recomendações sobre oito classes de tratamento que estão sendo muito difundidas durante a pandemia. O compilado traz informações sobre cloroquina, corticoides, antiparasitários (como a ivermectina), anticoagulantes, plasma convalescente e até suplementos vitamínicos, entre outros medicamentos.

Com base nesse material, destacamos os principais pontos sobre cada um. Confira:

1. Cloroquina ou hidroxicloroquina

  • Os principais estudos clínicos randomizados e com grupo controle — o tipo de pesquisa necessário para averiguar a eficácia e a segurança de um medicamento contra uma doença qualquer — não apresentaram benefícios da dupla em casos graves da Covid-19. Efeitos colaterais severos, como arritmias, foram relatados.
  • Também não há evidências sérias de que a associação de hidroxicloroquina com azitromicina traga vantagens para esses pacientes. Pelo contrário: a combinação poderia acentuar reações adversas ao coração.
  • O uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina em casos leves segue sendo avaliado. No momento, não há evidências que justifiquem sua indicação nesse cenário.
  • A SBI, em consonância com a Organização Mundial da Saúde, a FDA (agência reguladora de medicamentos dos Estadod Unidos) e outras entidades, recomendam que essas drogas não sejam utilizadas contra o coronavírus, a não ser em pesquisas clínicas.

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