Estes nomes sabem quem são os verdadeiros corruptos da saúde do Amazonas

por Naief Queiroz

Desdobramento no depoimento da ex-gerente de contas da Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), apontam existência de uma comissão interventora que orientava flexibilizar e facilitar condições para processos licitatórios. Nesta comissão, estaria Marcellus Campêlo, atual secretário da Susam, Walter Siqueira Brito, representante da CSC, Rodrigo de Sá Barbosa, diretor do Detran/AM, entre outros.

Facilitação em Processo Licitatório

A ex-gerente de contas da Susam, Alcineide Figueiro Pinheiro, foi presa na deflagração da ‘Operação Sangria’ da Polícia Federal que investiga o superfaturamento na compra de respiradores pulmonares pelo governo do Amazonas. Em depoimento no dia 30 de junho, revelou a existência de uma Comissão Interventora que tinha contato com os fornecedores e que, na sua opinião, o trabalho era interferir em processos licitatórios da Susam.

Os peixes grandes

Segundo Alcineide, em uma mesa estavam o presidente do Centro de Serviços Compartilhados (CSC), Walter Siqueira Brito e o diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/AM), Rodrigo de Sá Barbosa, e que a comissão criada pelo Governo do Amazonas, além dos dois, tinham como representantes Flávio Antony Filho da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), Leandro Benevides da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECTI), Alex Del Giglio da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), o atual secretário da Susam, Marcellus Campelo, entre outros diretores de órgãos e secretarias estratégicas do governo.

Comissão Interventora

A existência dessa comissão interventora do governo do Amazonas dentro da Susam, já havia sido revelada pelo ex-coordenador de projetos básicos da Susam, Carlos Henrique Faustino, durante depoimento na CPI da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado (ALE). Ele foi exonerado da secretaria após negar assinar documento sem execução e denunciou que o processo de compras de respiradores em uma loja de vinhos, foi deletado do sistema. Em depoimento, Carlos disse que existia uma espécie de comissão dentro da secretaria que orientava e determinava a flexibilização em contratos e processos licitatórios.

Cadê as investigações?

Diante dos dois depoimentos de funcionários ligados à Susam que denunciaram o esquema formado dentro da secretaria que movimenta mais de R$ 2,6 bilhões no Amazonas, o que deve ser investigado e apurado são os processos, licitações, pagamentos e indenizações que sofreram interferências dessa Comissão Interventora. Além disto, qual era o objetivo do governo do Amazonas em ter essa comissão formada por diversos representantes ligados a empresas que possuem contratos milionários com o Estado? Será que a CPI da Saúde dará andamento nesse caso?

Fonte: D24am

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