Relator do impeachment pede arquivamento de denúncias contra governador e vice

por Stephane

O deputado Dr. Gomes (PSC), relator da Comissão Especial de Impeachment do governador Wilson Lima (PSC) e vice Carlos Almeida (PTB), apresentou, nesta quinta-feira (30), relatório pedindo pelo arquivamento do processo apresentado à  Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam).

De acordo com a deputada Alessandra Campêlo (MDB), que é presidente da Comissão, o grupo se reunirá nesta sexta-feira (31) para discutir e deliberar sobre o parecer.

Em até 48 horas após a publicação do parecer, o documento será incluído na Ordem do Dia e discutido em Plenário. Cinco representantes de cada partido ou bloco partidário poderão falar, durante uma hora, sobre o parecer. Após a discussão e votação nominal aberta, o processo poderá ser arquivado ou recebido. O quórum para deliberação é de maioria simples.

O deputado Wilker Barreto (Podemos) criticou a possibilidade da Comissão Especial do Impeachment realizar a votação do relatório da denúncia nesta sexta-feira. Em seu discurso na sessão ALE-AM, nesta quinta-feira, o parlamentar se mostrou contrário à antecipação da data da votação, inicialmente marcada para a segunda-feira (3), e afirmou que a vontade da comissão é açodada.

“Para minha surpresa, acompanhei pela mídia que existe uma vontade da votação do relatório ocorrer na sexta-feira. Precisamos ter tempo para ler e debruçar num relatório de impeachment que estava pré-agendado para acontecer na próxima segunda-feira. Se essa votação acontecer amanhã, vai soar muito mal para a sociedade. Sou contra este açodamento”, explicou o deputado.

Para Barreto, a decisão da admissibilidade ou não das denúncias de afastamento deve ser embasada em fundamentações consistentes e necessita de análise profunda e prévia.

“Semana passada, o relator visivelmente reclamou do tempo exíguo e que iria se esforçar para entregar o relatório na sexta-feira, para termos o final de semana todo para estudarmos e debruçarmos sobre a matéria. O que muda a votação de sexta para segunda? Apesar de ser uma vontade política, tem que ter a fundamentação jurídica”, finalizou o parlamentar.

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