Câmara do Rio retoma trabalhos no ‘novo normal’e com velhos problemas

por Naief Queiroz

No primeiro dia de sessão semipresencial, a Câmara do Rio mostrou que o “novo normal” traz os velhos — e empoeirados — problemas do Palácio Pedro Ernesto.

Os assessores de plenários foram obrigados a improvisar — porque, nas regras de retomada, eles não têm acesso ao plenário. E quem resolveu acompanhar das galerias viu de perto a mistura de sinais.

Por um lado, as cadeiras estavam marcadas para garantir o distanciamento social. Mas o trabalho de afixar os avisos não foi acompanhado por sanitização (!). Veja só como ficou o papel usado para limpar o assento:

Papel usado para limpar assento na Câmara ficou imundo
Papel usado para limpar assento na Câmara ficou imundo

Já Luiz Carlos Ramos Filho (PMN) encontrou até teias de aranha nas suas gravatas.

Teia de aranha nas gravatas de Luiz Carlos Ramos Filho
Teia de aranha nas gravatas de Luiz Carlos Ramos Filho

O belo palácio da Cinelândia tem um péssimo histórico de habitabilidade, desde muito antes da pandemia: são frequentes as reclamações de problemas no sistema de ar condicionado e de falta de itens básicos nos banheiros, como papel e sabonete.

Sem contar que as janelas das áreas comuns… não podem ser abertas.

Mesmo assim, em plena crise sanitária — e enquanto deputados e senadores continuam a respeitar (cautelosamente) a quarentena — os nobres vereadores acharam por bem obrigar os servidores e os terceirizados a voltarem a frequentar a Cinelândia.

Leia também