Deputados suspeitam de superfaturamento em reforma de hospital

por Stephane

Algumas ações do governo do Estado referente à gestão em saúde pública receberam críticas dos deputados estaduais oposicionistas, na manhã desta quarta-feira (12), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), como os preços de itens de reforma e também a falta de transparência das contas do governo do Estado no pagamento de precatórios.

O deputado estadual Dermilson Chagas (Podemos) falou sobre a reforma no Pronto Socorro João Lúcio, na zona leste de Manaus, com indícios de superfaturamento, o que, para o deputado é uma farra com o dinheiro público.

“Na reforma do Pronto- Socorro João Lúcio, um ar condicionado que normalmente custa R$ 1,2 mil, para o Governo do Estado custou R$ 3 mil. Uma verdadeira farra de superfaturamento. E existem vários hospitais que estão passando por reforma, ou seja, de uma hora para outra, o novo secretário, que é envolvido com o setor da construção civil, começa a fazer reformas, mas não faz reformas para ampliar leitos nem para dar qualidade de atendimento para a população”, criticou.

Já o deputado Wilker Barreto (Podemos) questionou a criação da empresa Profit Câmbio e Serviços Financeiros Ltda. em dezembro do ano passado, tendo como os sócios a esposa do secretário de Fazenda, Alex Del Giglio, Rosimeire Camilo Nunes Del Giglio e o sócio fundador da empresa MagiClean, José Ricardo Biazzo Simon, participante da parceria público privada (PPP) com o Governo do Estado responsável pelas obras de construção do Hospital Delphina Aziz.

“No ano inteiro de 2019, a PPP recebeu, com dificuldade, R$ 22 milhões. Já a Profit criada em dezembro de 2019 já recebeu pela PPP R$ 82 milhões. Será coincidência? Se esse aqui não for o primeiro caso da Delegacia de Combate à Corrupção, nós estamos fazendo o quê?”, questionou, anunciando que vai oficializar os órgãos de controle sobre o caso.

Já Dermilson Chagas (Podemos) chamou  atenção para a falta de transparência do governo do Estado no pagamento de precatórios às empresas. “Precisamos saber a relação dessas empresas com pessoas físicas que vão receber esses precatórios, estamos no escuro, porque não existe transparência”, afirmou.

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