Menina liga pra PM pedindo comida e ganha festa surpresa

por Naief Queiroz

O cabo da Polícia Militar de Alpinópolis, no Sul de Minas GeraisJuliano Pereira de Souza não imaginava como uma ligação poderia mudar seu dia e a vida de uma família. A pequena Ana Karlla, de 11 anos, pegou o celular de sua mãe escondido e ligou para a PM pedindo comida para ela e sua família. 

Uma voz de criança do outro lado da linha. Ela disse que se chamava Ana e que tinha 10 anos. O motivo da ligação foi que estava pedindo comida para sua família. Com uma voz triste, me disse que na casa dela não tinha mais comida. Aquilo mexeu comigo“, contou Juliano para o jornal Estado de Minas. O cabo espalhou a notícia para quem conseguiu e pediu a ajuda das pessoas para atender o pedido de Ana. 

Além de comida, a menina contou que estava prestes a completar 11 anos e queria um presente especial. “Ela queria muito ganhar chocolate e um sapato, pois não tinha“, contou Juliano. 

Depois de comover diversas pessoas, Juliano e seus colegas foram até a casa de Ana entregar cestas básicas e preparar um festa surpresa para a menina no Bairro do Rosário


Foto: Ana, de azul, ao lado dos oficias da PM e de suas irmãs, Gabriela e Eloá. Crédito: Divulgação/PMMG


Foto: Ana, de azul, ao lado dos oficias da PM e de suas irmãs, Gabriela e Eloá. Crédito: Divulgação/PMMG

Ao lado das irmãs mais novas Gabriela (9) e Eloá (7), e dos pais, Ana comemorou seu aniversário em grande estilo. 

A ligação dessa menina é um exemplo da confiança que a população tem na PM. Ficamos emocionados em ver a confiança que uma criança de 11 anos tem em nós“, contou Juliano. 

MAIS AJUDA

Além da ajuda dos oficias da Polícia Militar, Ana e sua família receberam uma ajuda anônima que pagará o aluguel da casa em que moram até o final do ano.

O clube de futebol Palmeiras, de São Paulo, também enviou doação de roupas, sapatos e camisetas do time. 

`Fico extremamente feliz em poder ajudar essa família. Creio que nós do 3º Pelotão estamos no caminho correto em estreitar cada vez mais os laços com a comunidade. Segurança Pública não se faz somente com prisões, mas também com ações sociais, que nos fazem crescer pessoal e profissionalmente`, declarou Juliano. 

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