Recuperados da Covid-19 são mais sensíveis à fumaça e fuligem das queimadas

por Naief Queiroz

O período de queimadas começou e a preocupação é com as fumaças. Esse é um problema comum nas regiões Norte e Centro-Oeste do país, gerando um aumento de pessoas procurando atendimento por conta de problemas respiratórios. Porém, neste ano existe o agravante da pandemia do novo coronavírus e pessoas recuperadas da doença podem ser mais sensíveis ao inalar fumaças e fuligens produzidas pelas queimadas. 

“O coronavírus somando-se à fuligem é pior. Pois, já temos população propensa a ter essa irritação pela inalação. Então a fumaça faz com que essa inflamação pulmonar venha à tona deixando a pessoa, novamente, com franca dispneia, tendo que procurar o pronto atendimento para fazer alguma medida para retornar à normalidade”, explica o médico Izac Miranda, clínico geral do Sistema Hapvida.

O médico afirma ainda que os idosos, fumantes e ex-fumantes também fazem parte do público para o qual requer mais cuidados neste período em que as queimadas são comuns, pois, são mais propensos a sentir a insalubridade da fumaça e da fuligem. “Toda a pessoa, com o envelhecimento, tem debilitação de todos os órgãos; e na questão pulmonar não é diferente”, admite Izac Miranda, detalhando que nesta fase é comum que desenvolvam gripes, resfriados e até pneumonia com mais frequência, que podem ser mais agradas com a presença da fumaça e fuligem.

Em pessoas de todas as idades, os efeitos da fumaça e fuligem produzidos por estas queimadas podem causar problemas de saúde como intoxicação, acidente vascular cerebral (AVC), desordens cardiovasculares, enfisema pulmonar, asma, conjuntivite, bronquite, irritação dos olhos e garganta, tosse, falta de ar, nariz entupido, vermelhidão e alergia na pele, além de contribuir para o efeito estufa e aumentar, ainda mais, os efeitos negativos provocados pela baixa umidade do ar nos períodos de seca. Se houver fuligem, soma-se ao seu potencial tóxico, o gasto de água (geralmente potável) para a limpeza. 

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