Estudo indica que o pior da pandemia da Covid-19 já passou

por Naief Queiroz

Epidemiologistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão que o pior da pandemia do novo coronavírus já passou. Levando em consideração cenários com ou sem vacina e diversos tipos de imunidade de rebanho, os cientistas apontaram que em nenhuma das situações hipotéticas a Covid-19 volta a contaminar tantas pessoas como em 2020.

Ainda assim, pelo menos dois cenários apontaram oscilações da pandemia até 2025, com picos que chegam a níveis próximos aos atingidos neste ano.

O estudo foi publicado na revista científica Science.

Os cientistas afirmaram que há três fatores fundamentais que irão determinar o futuro da pandemia nos próximos meses: a capacidade de distribuição da vacina (se houver uma), o perfil dos casos de reinfecção por Covid-19 e a duração da imunidade natural adquirida por quem já foi infectado.

No melhor dos casos, quando a imunidade natural é duradoura e forte e a vacinação se inicia no meio do ano que vem, é possível dizer que não haverá pico da epidemia até 2025. No pior deles, sem vacina e baixa imunidade, a Covid-19 retorna anualmente com grandes picos até 2025, comparados ao de 2020, mas não tão intensos.

– Ilustramos prováveis complexidades na dinâmica futura da Covid-19, realçando a importância da caracterização imunológica que vá além da contagem de infecções ativas para projetar o panorama gerado pelas infecções de Covid-19 – escrevem os autores.

Apesar falta de certeza sobre o futuro da pandemia, a complexidade do estudo pode trazer resultados próximos à realidade. No entanto, os cientistas reconhecem que a tentativa de estimar os cenários dos próximos anos serve como parâmetro para gestores públicos definirem as melhores políticas de prevenção à doença.

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