Globo: Jornalistas têm números vazados e recebem ameaças

por Naief Queiroz

Ao menos três jornalistas do Grupo Globo tiveram seus números de telefone pessoais vazados em grupos de WhatsApp e passaram a receber ameaças de torcedores do Santos após a repercussão do caso Robinho. Entre os profissionais ameaçados estão Rodrigo Capelo, especializado em negócios do esporte e que atua no Sportv, Carlos Cereto, apresentador do programa Tá na Área, também do canal de esportes da Globo, e a comentarista Ana Thaís Matos.

Segundo o portal UOL Esporte, o número pessoal de Ana Thaís foi jogado em diversos grupos que apoiavam a contratação de Robinho. A comentarista chegou a receber ligações e mensagens com ameaças contra sua integridade física e teve de desativar sua conta no WhatsApp por segurança.Ana teve que pedir para seus familiares e amigos se comunicarem com ela por outras redes sociais, como por mensagem privada no Instagram. A jornalista reportou o que houve para a Globo, que entrou em contato com as autoridades.

Já o jornalista Rodrigo Capelo afirmou que precisou bloquear mais de 600 números que tentaram fazer ofensas pessoais pelo fato do jornalista ter procurado os patrocinadores do clube para que eles se manifestassem sobre a contratação de Robinho e disse que teve de apagar cerca de 3 mil mensagens com xingamentos e ameaças.

– Bloqueei 600 números de celular e apaguei cerca de 3.000 mensagens com xingamentos e ameaças. Também aconteceu com Marilia Ruiz, Ana Thais Matos e Carlos Cereto por causa do caso Robinho. Às milícias digitais, meu lamento. Continuaremos a fazer jornalismo – escreveu Capelo, que também reportou aos superiores as ameaças.

O outro profissional ameaçado, Carlos Cereto, desativou sua conta no WhatsApp na última terça-feira (13) e desde então também está sem um contato telefônico direto. Cereto também tomará medidas legais contra os ataques e tenta rastrear a origem deles.

Além de profissionais da Globo, a jornalista Marília Ruiz também foi alvo de ataques. Em seu blog no UOL Esporte, Marília afirmou que recebeu mais de 60 ameaças de morte por telefone por ter se posicionado contra a contratação de Robinho. A jornalista registrou boletim de ocorrência na DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).

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