Sepultamentos em Manaus apresenta aumento e prefeitura demonstra precupação

por Stephane

A Prefeitura de Manaus informou que um total de 29 sepultamentos foi registrado nos cemitérios da capital do Amazonas, nesta sexta-feira (20). Destes, 24 foram nos espaços gerenciados pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), sem opção por cremação. Já nos cemitérios particulares da cidade, cinco enterros foram realizados. Na quinta-feira (19), um total de 50 sepultamentos foi registrado.

Entre as causas de morte do total de sepultamentos nos cemitérios públicos da cidade, quatro foram declaradas como Covid-19, sem registro de morte pela doença nos privados. Entre outras causas estão duas por parada cardiorrespiratória, uma por Síndrome Respiratória Aguda Grave e uma por “choque séptico / infecção por coronavírus”. Além disso, uma morte foi registrada como causa desconhecida.

O município informa ainda, que, houve o registro de quatro óbitos em domicílio e que do total de óbitos nos cemitérios públicos, seis foram atendidos pelo serviço SOS Funeral, coordenado pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc).

Na quinta-feira (19), um total de 50 sepultamentos foi registrado, sendo cinco tendo como causa a Covid-19. Desse quantitativo, 43 foram registrados nos espaços público, sendo quatro como Covid-19, e sete nos espaços privados, sendo um causado pelo novo coronavírus.

Prefeito demonstra preocupação

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, manifestou preocupação na manhã desta sexta-feira (20). “Falamos em pandemia como se fosse passado e ela está presente. Na quinta-feira foram 50 sepultados em Manaus e disseram que foram apenas cinco por Covid-19 entre cemitérios públicos e privados. Isso não é verdade, sabemos que é muito pior. A pandemia está aí e é preciso tomarmos providências”, alertou.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), o município é responsável por atestar as causas de mortes somente em casos de ocorrência domiciliar. A maior parte das causas de óbitos são atestadas por médicos dos hospitais e Serviços de Pronto Atendimento (SPAs).

Arthur Neto disse, ainda, que o município tem feito todo esforço necessário para conter o avanço da doença na capital do Amazonas. “Nossas UBSs estão fazendo tudo o que podem, trabalhando dia e noite, para darmos conta da nossa parte e mandamos os casos mais graves para os hospitais do Estado ou para a rede privada”, disse o prefeito, ao relatar que uma das estratégias foi aumentar a oferta da vacinação para reforçar a imunização da populção. “Estamos fazendo testagens e até vacinação contra o H1N1, porque aumenta a imunidade. Recomendo a todo mundo o uso de máscara e que leve a sério algo que está acontecendo na Europa e está acontecendo aqui”, concluiu.

Informe

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), que gerencia os cemitérios públicos da cidade, tem dado transparência aos números de enterros e cremações desde o início da pandemia do novo coronavírus, que teve o pico nos meses de abril (com mais de 2,4 mil sepultamentos e cremações) e maio (com mais de 1,8 mil), com números quase três vezes maiores de enterros que os considerados normais, antes da pandemia.

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