Após morte de 33 idosos que receberam vacina da Pfizer, Noruega tenta acalmar população

por Naief Queiroz

A Noruega, que iniciou vacinação contra Covid-19 com imunizantes da Pfizer/BioNTech no fim do mês de dezembro, registrou até o momento, de acordo com dados da Agência de Medicina do país, pelo menos 33 mortes de idosos com mais de 75 anos que tomaram a primeira dose. Parte deles estaria, de acordo com a diretora da agência, Camilla Stoltenberg, “terrivelmente doente”. Em coletiva de imprensa, a representante do órgão tentou atenuar os receios da população afirmando que ainda não há provas da ligação entre a vacina e as mortes e falando que mais de 45 idosos morrem “cotidianamente” em asilos do país. Até esta segunda-feira, 48 mil pessoas tinham sido vacinadas.

“Não foi estabelecido que haja excesso de mortalidade, nem que ele esteja relacionado com as vacinas”, disse a representante. Em nota divulgada pela agência reguladora local, o governo reforçou o tom apaziguador com a população, afirmando que registra todas as ocorrências em pessoas vacinadas e processa todos os possíveis sinais de reações adversas, priorizando aqueles que são mais graves. “As reações adversas suspeitas são reportadas e os relatórios descrevem eventos que ocorreram depois da vacinação. Mesmo que esse evento tenha sido reportado, isso não necessariamente implica em uma relação entre o evento e as vacinas. As reações adversas conhecidas são listadas na informação do produto”, diz trecho do documento.

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