Deputados da base de Wilson Lima querem férias e impeachment está nas mãos de Josué Neto

por Naief Queiroz

O deputado Josué Neto não pode esperar mais um único dia para aceitar o pedido de impeachment do governador do Amazonas, Wilson Lima. Se o parlamentar não aceitar o pedido será conivente com o caos que acontece no estado. Josué Neto está nas suas mãos o futuro do Amazonas. Neste mês, o governo contratou uma empresa especializada em comércio de instrumentos médicos e hospitalares para realizar serviço de tecnologia da informação por quase R$ 900 mil no Hospital Nilton Lins, onde três empresas investigadas pela CPI da Saúde já conquistaram contratos novamente.

Crise na saúde

Nesta terça-feira (19), na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) em reunião extraordinária, os deputados discutiram a crise da falta de estoques de oxigênio nos hospitais que matou dezenas de amazonenses na semana passada, mas após muitas discussões e propostas a sessão extraordinária encerrou sem nenhuma votação.

Base aliada

Em uma manobra política, a base aliada do governador do Amazonas, Wilson Lima, ‘sumiu’ próximo ao momento em que se iniciaria a votação para a suspensão do recesso parlamentar, ou seja, fim das férias dos deputados. A expectativa é que fossem votados projetos em favor da população amazonense, como o repasse de R$ 4,8 milhões para doação de cestas básicas, o fim do recesso parlamentar e outros projetos voltados à saúde. Outra reunião extraordinária está marcada para próxima terça-feira (26).

Faltosos

Eram necessários 13 deputados para que se iniciasse a votação, mas apenas dez estavam presentes. Os faltosos são: Adjuto Afonso, Alessandra Campêlo, Cabo Maciel, Abdala Fraxe, Felipe Souza, Álvaro Campelo, Berlamino Lins, Carlinhos Bessa, Dr. Gomes, Joana Darc, Nejmi Aziz, Ricardo Nicolau, João Luiz e Therezinha Ruiz. Com o parlamento estadual em férias é aberta uma lacuna nas fiscalização nos contratos e ações do governo do Amazonas.

Presentes

Os que estiveram presentes até a votação foram: Dermilson Chagas, Saullo Vianna, Wilker Barreto, Serafim Corrêa, Fausto Jr, Sinésio Campos, Mayara Pinheiro, Josué Neto, Delegado Péricles e Roberto Cidade.

Hospital Nilton Lins

O hospital de campanha montado pelo governo do Amazonas no início da pandemia de Covid-19 já deu o que falar! A CPI da Saúde da ALE-AM constatou o superfaturamento de produtos e serviços, inclusive, os ventiladores pulmonares comprados pelo governo em uma loja de vinhos foi para o Hospital Nilton Lins. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal continuam nas investigações da Operação Sangria que já teve três fases deflagradas com prisões de empresários e secretários do governo.

Sem fiscalização

Neste mês, a A. R. Rodriguez e Cia Ltda, especializada em comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico e hospitalar, foi contratada através de chamamento público por 90 dias para prestar serviços de Tecnologia da Informação por quase R$ 900 no Hospital Nilton Lins. Outras três empresas já investigadas pela CPI da Saúde também foram contratadas para a unidade de campanha e juntas vão faturar R$ 3,3 milhões. Cadê a fiscalização dos deputados?

Fonte: D24am.

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