Pai de santo é condenado a 79 anos de prisão por estupro e charlatanismo, no Paraná

por Naief Queiroz

Um homem que se apresentava como pai de santo foi condenado a quase 80 anos de prisão por estupro, violência sexual mediante fraude, charlatanismo, sequestro, cárcere privado e redução à condição análoga à de escravo, conforme denúncia feita pelo Ministério Público do Paraná.

Segundo a 1ª Promotoria de Infrações Penais Contra Crianças, Adolescentes e Idosos de Curitiba, a sentença foi estabelecida em 79 anos, 6 meses e 20 dias e a 3 meses de detenção em regime fechado, além de multa. O réu se aproveitava da condição de pai de santo para cometer os crimes.

A denúncia cita quatro vítimas, uma delas com 15 anos na época dos fatos, praticados em 2019.

Sob o pretexto de realizar rituais, o criminoso o homem submetia mulheres a práticas sexuais, além de impor situações de tortura e condição análoga ao trabalho escravo.

No caso da esposa do pai de santo, também ré no processo, o MPPR requereu a absolvição, por falta de provas que demonstrassem dolo na sua conduta.

A condenação foi proferida nesta quarta-feira, dia 10, pelo Juízo da Vara de Infrações Penais Contra Crianças, Adolescentes e Idosos de Curitiba. O processo tramita sob sigilo, para proteção das vítimas. O homem está preso desde o ano passado e segue detido. Cabe recurso da decisão.

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