Após ser impedido pela Justiça, Wilson faz dispensa de licitação para aluguel de jatinho

por Naief Queiroz

Quantos pilares são necessários para sustentar o desgoverno de Wilson Lima com tantos escândalos? Será que esses pilares são de concreto ou de madeira? São questionamentos que ficam na mente da população que elegeu o atual governador com mais de um milhão de votos, mas que hoje amarga a maior rejeição histórica. Wilson e o seu governo foram impedidos judicialmente de alugar por R$ 9,3 milhões um jatinho executivo, em fevereiro deste ano, durante a pandemia de Covid-19. Porém, um mês depois, publicou nesta segunda-feira (29) uma dispensa de licitação para fretamento de aeronave no valor global de R$ 9,3 milhões.

Sem oxigênio
Durante a segunda onda da pandemia de Covid-19, em fevereiro deste ano, o juiz plantonista cível Flávio Henrique Albuquerque de Freitas, mandou o Governo do Amazonas suspender o aluguel no valor de R$ 9,3 milhões de um jatinho executivo realizado pela Casa Militar. Na decisão, o juiz criticou a licitação mencionando a situação de caos que o Estado vivia e que além do gasto exorbitante “outro ponto central é a situação de pandemia vivida no Amazonas, onde pessoas agonizam sem leitos de UTI nem oxigênio, consoante se vê, diariamente, nos noticiários nacional e local. Sem contar das outras milhares que perderam suas vidas”, disse.

Insistência
Um mês depois dessa briga judicial, já que o governo de Wilson Lima insistiu em recorrer da decisão, nesta segunda-feira, 29, foi publicado no Portal da Transparência do Amazonas pela Casa Militar, no item despesas, um recibo no valor de R$ 780 mil para a empresa Rico Táxi Aéreo Ltda. O pagamento é para contratação de aeronave bimotor com capacidade para 15 passageiros e mais dois tripulantes, com combustível e piloto para sobrevoar até 120 horas mensais e 1.440 horas anuais.

Contratação
De acordo com a descrição da nota de despesa, o pagamento é referente a um contrato realizado pelo governo e a empresa por meio de dispensa de licitação no Pregão Eletrônico nº 72/2021 realizado pelo Centro de Serviços Compartilhados (CSC) com validade de 1º de abril deste ano a 1º de abril de 2022, no valor global de R$ 9,3 milhões. O valor mensal do contrato é de R$ 780 mil. Ou seja, ao invés de realizar a licitação, o governo de Wilson Lima decidiu fazer uma dispensa no mesmo valor já proibido pela justiça do Amazonas. Até quando o governo vai para conseguir o que quer?

Prioridades
No final do ano passado, uma pesquisa quantitativa foi realizada pelo INSTITUTO DIÁRIO DE PESQUISA (IDP) e mostrou que o Governo do Amazonas amarga o maior índice de rejeição de todos os tempos com 66,2% que consideram como ruim e péssimo. Isso é o reflexo do caos na saúde, suspeita de superfaturamento em contratos, indícios de corrupção, operação da Polícia Federal, falta de gestão para manter o pagamento dos professores, policiais militares, contratos exorbitantes com aluguéis de jatinhos e iates de luxo. Se fizesse uma nova pesquisa agora, após as mortes por falta de oxigênio, quantos por centos estaria a rejeição de Wilson?

Fonte: D24am.

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