Carlos Almeida diz que não faz parte da organização criminosa comandada por Wilson Lima

por Naief Queiroz

Há cerca de quatro dias, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou o governador Wilson Lima por cometer crimes durante a pandemia de Covid-19. Na denúncia apresentada pela subprocuradora Lindôra Araújo, mesmo a Polícia Federal não encontrando indícios da participação do vice-governador do Amazonas na organização criminosa, Carlos Almeida foi incluído na denúncia das investigações da Operação Sangria no caso da compra superfaturada dos ventiladores pulmonares. Em uma carta, enviada à imprensa, Carlos Almeida afirmou que não é criminoso e nem cúmplice do esquema.

Rompimento
Não é novidade que os laços do governador e vice, estão rompidos há algum tempo. Carlos Almeida relatou que o Estado vive um cenário de caos que só foi possível pelo escandaloso despreparo e conluio do governador. ‘Não me misturo com quem pratica o errado, e é por isso que rompi, em maio do ano passado, com o líder que deu as costas à população. Desde então, fui sucessivamente perseguido e ridicularizado, tendo minha equipe de apoio exonerada com o objetivo de constranger minhas boas ações e meu legado’, relatou.

Explicações
Na carta, Carlos Almeida enfatiza que não faz parte da rede de esquemas responsável por fraudar o Amazonas no momento mais crítico da história. ‘Meus princípios e minha história fizeram me afastar completamente deste governo e de suas práticas, há quase um ano’, disse. O vice-governador relata que seu nome foi riscado de placas, projetos enterrados, equipe de trabalho foi perseguida e sua família atacada. ‘Ainda tive de lutar contra uma conspiração dos envolvidos, uma trama sórdida, a me imputar responsabilidades que a Polícia Federal identificou como sendo do próprio governador’, relatou.

População
Almeida, diz que se recusa a fazer parte de uma quadrilha que só faz prejudicar o povo amazonense e o Brasil. ‘O Amazonas vive um caos que nos coloca nas páginas dos noticiários internacionais. Tal desastre só ocorre pela notória falta de compromisso, conhecimento e espírito público. O cenário responsável pela morte e sofrimento de milhares de amazonenses, só foi possível pelo escandaloso despreparo e conluio do governador’, enfatizou. No final da carta, o vice-governador disse que confia na Justiça e que todas as ameaças recebidas serão respondidas em público e criminalmente.

Fonte: D24am.

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