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Brasil

Em um ano, preço da picanha salta de R$ 43,99 a R$ 69,99; veja o reajuste de outros alimentos

O preço da picanha saltou de R$ 43,99 a R$ 69,99, em um ano. Os dados fazem parte de um levantamento do Procon, realizado em abril do ano passado e em abril de 2021, nos supermercados de Palmas. Itens da cesta básica também sofreram reajuste. O arroz soltinho, que é básico na mesa do consumidor, está cada vez mais caro.

Para ter uma ideia da diferença de preços, segundo a pesquisa do Procon, em abril de 2020, o pacote de arroz com 5 kg chegava a custar R$ 17,89. Esse ano, no mesmo mês, está sendo vendido a R$ 22,49, na capital.

Já o óleo era comercializado a R$ 4,99, em abril do ano passado. Neste ano, o valor subiu e o produto pode ser encontrado a R$ 7,99.

A notícia boa é que o preço do feijão de 1 kg caiu. No ano passado, chegou a custa R$ 8,98. Já neste mês de abril, segundo a pesquisa, é vendido a R$ 7,99.

Picanha está cada vez mais cara, nos supermercados de Palmas — Foto: Mariane Rossi/G1

Picanha está cada vez mais cara, nos supermercados de Palmas — Foto: Mariane Rossi/G1

O quilo do músculo, carne de segunda, custava R$ 24,18 no ano passado. Já este ano, ele pode chegar a R$ 32,49.

Outro tipo de carne bastante consumido é o coxão duro, cujo preço saltou de R$ 32,98 R$ 36,99.

O empresário Cleiton Neres tem um restaurante na região norte de Palmas e tem sentido o impacto dos aumentos. “A preocupação agora não é nem de ter lucro, a preocupação maior é se manter aberto porque, quando tudo isso passar, se você estiver aberto, vai conseguir recuperar uma parte do que foi perdido”.

Para economizar, o empresário deixou de vender no sistema self-service, no qual ele disponibilizava 20 tipos de comidas quentes e 35 variedades de saladas. Agora, ele trabalha com pratos prontos.

“No princípio, eu deixei de trabalhar no self-service porque a quantidade de pessoas permitidas dentro do estabelecimento não era o suficiente para manter o self-service de qualidade. Então optei para ter gasto zero de desperdício, [passei a trabalhar] apenas com pratos à la carte”.

Os sucessivos reajustes nos alimentos comprometem as despesas principalmente das famílias com menor poder aquisitivo.

“Na medida em que as famílias têm um rendimento menor, elas têm que realizar despesas essenciais e comprometem quase que a totalidade da sua renda com essas despesas essenciais, e a alimentação é uma delas”, explicou o economista Waldecy Rodrigues.

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