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Amazonas

Preso pela PF, ex-secretário de saúde será ouvido na CPI da Pandemia nesta terça

Preso recentemente pela Polícia Federal, o ex-secretário de saúde do Amazonas será ouvido pela CPI da Pandemia no Senado Federal. Marcellus Campêlo terá que enfrentar os senadores e explicar sobre as ações desenvolvidas para o combate da pandemia de Covid-19, os três alertas emitidos pela empresa fornecedora de gás medicinal que informou a possível falta de oxigênio no Amazonas, e também sobre as investigações da Operação Sangria de desvio de dinheiro do combate ao vírus que resultaram na sua prisão.

CPI
Nesta terça-feira (15), o ex-secretário de saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, deverá comparecer na CPI da Pandemia em Brasília. O principal foco do depoimento deve ser sobre a falta do oxigênio nas unidades de saúde da capital e interior, no início de janeiro deste ano, que ocasionou a morte de dezenas de pacientes que estavam internados para tratamento contra a Covid-19 e também, outras doenças.

Alerta
A empresa White Martins, principal fornecedora de oxigênio ao Estado, foi acusada pelo ex-secretário de saúde de não ter informado sobre a necessidade do insumo em tempo hábil. Após receber a acusação, a empresa informou que na realidade emitiu alertas sobre a alta demanda para a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) sobre o consumo de oxigênio nos meses de julho e setembro de 2020, e também em janeiro deste ano. Ou seja, os alertas foram ignorados seis meses antes da crise de oxigênio.

Colapso
Dias antes do colapso na falta de oxigênio, a White Martins pediu que a Secretaria de Saúde realizasse novas contratações de fornecedores pela alta demanda. De acordo com a empresa, a SES-AM não respondeu sobre previsão de demanda solicitada anteriormente. “A empresa informou à Secretaria de Saúde do Amazonas, em julho e setembro de 2020, que o volume de oxigênio consumido pelas instituições de saúde já estava superior ao pactuado. Em 7 de janeiro de 2021, após ter detectado o aumento exponencial do consumo de oxigênio na região e da ausência de resposta sobre a previsão de demanda, a empresa comunicou à Secretaria de Saúde a necessidade de esforços adicionais”, consta na nota.

Explicações
Outro ponto primordial que deve ser abordado no depoimento do ex-secretário Marcellus Campêlo, será sobre a Operação Sangria da Polícia Federal que apura desvio de dinheiro do combate à pandemia, a partir de suposta organização criminosa. A Polícia Federal investiga se o Governo do Amazonas favoreceu empresários locais na construção do Hospital de Campanha Nilton Lins.

Operação Sangria
No dia 2 de junho, foi deflagrada a quarta fase da Operação Sangria, tendo como alvo de busca e apreensão, o governador Wilson Lima. Os agentes da Polícia Federal realizam buscas na casa do governador, na sede do governo, na Secretaria de Saúde e na residência do então secretário de saúde, Marcellus Campêlo. Na época, o secretário e empresários foram presos. Em junho do ano passado, o governador Wilson Lima também foi alvo do desdobramento da investigação por suspeita de fraude na compra de respiradores.

Fonte: D24am.

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