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Manchete

Governo do AM proibiu policiais de falar com a imprensa e fotografar bandidos

A situação está tão extrema no Amazonas que os policiais militares foram proibidos de conceder entrevista à imprensa. Segundo informações, a ordem foi dada após vídeos serem divulgados, de profissionais da segurança pública, relatando a escassez de equipamentos táticos e contingente, durante os ataques terroristas que aconteceram no início do mês de junho pelas organizações criminosas em diversos pontos do estado, contra a morte de um traficante durante confronto.

Ordem

De acordo com a determinação, a partir do dia 15 de junho, os Policiais Militares do Estado do Amazonas (PMAM) estão proibidos de conceder entrevistas no momento em que estiverem representando à instituição. “Vedada a emissão de opiniões sobre assuntos políticos partidários, administrativos ou religiosos; órgãos, instituições ou entidades estranhos à Corporação; assuntos de competência do escalão superior; assuntos que possam estabelecer polêmica com outras autoridades”, diz.

Entrevistas

Os policiais militares estão proibidos de “associar o símbolo da PMAM a qualquer outro, em qualquer situação, sobre assuntos partidários; fazer referência, comentar ou opinar, pela Imprensa em geral, sobre assuntos político partidários; participar de debates, nos veículos de comunicação de massa, sem autorização do Comandante-Geral”, consta. A ordem também proíbe o registro dos suspeitos nas ocorrência, sem autorização dos mesmos.

Terrorismo

Na madrugada do domingo, dia 6 de junho, iniciou os ataques terroristas das organizações criminosas em todo o Amazonas, após a morte de um traficante durante confronto com equipes policiais. Foram mais de 65 ataques criminosos em escolas, ônibus, veículos, agências bancárias, sendo tudo foi incendiado, vandalizado e destruído. Os municípios de Carauari, Rio Preto da Eva, Manacapuru, Iranduba, Careiro Castanho, Parintins, Caapiranga, Anori e Itapiranga registraram ocorrências.

Ajuda

Durante os ataques, uma policial do município de Careiro Castanho, fez um vídeo falando sobre a dificuldade de deter os criminosos por falta de contigente e armamento. “Efetivo do policiamento aqui, são dois e a cidade está sendo atacada. Deram rajada de tiros na Prefeitura, colocaram fogo na Secretaria de Obras, deram rajada no Centro de Idosos, atearam mais fogo em um prédio atrás da prefeitura. Infelizmente a nossa realidade é essa, dois PM’s e um guarda municipal”, relatou. Segundo informações, a ordem que calou os policiais, proibindo de conceder entrevista, veio após a grande repercussão deste vídeo.

Concursados

Servidores da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), afirmam que os cargos ocupados atualmente, foram mal definidos no Edital do concurso de 2015 que só ocorreu após medida judicial, para substituir os contratados que estavam há mais de 10 anos, sendo contra a Lei. “Sofremos desencorajamento a permanecer no cargo para o qual estudamos e temos direitos. Estamos até hoje, desde 2015, com o vencimento de R$ 771,54 e sem perspectiva de reajuste ao valor digno”, eles completam dizendo que existe “preferência por contratos em detrimento à concursados, visto a facilidade em tornar o órgão um grande cabide de empregos ou mesmo a contratação de uma empresa terceirizada sem licitação”, finaliza.

*Apresentador do programa AMAZONAS DIÁRIO

Fonte: D24am.

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