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Amazonas

Vice-governador exonera Bonates e Governo alega ilegalidade

Governador em exercício, Carlos Almeida, expediu no Diário Oficial do Estado do Amazonas (DOE-AM), a exoneração do secretário de segurança pública (SSP-AM), Coronel Lourismar Bonates. O documento desta quarta-feira (21), cita as inúmeras operações policiais que investigam a conduta da secretaria e o crime organizado que se instalou no estado.

A publicação diz “o crime organizado consolidou-se na capital e municípios, em virtude da flagrante ausencia das forças da segurança no estado, em especial da secretaria de estado de segurança publica”. Além disso, expoe as ações de terrorismo das organizações criminosas vivenciadas nos últimos meses, “tais eventos criminosos tiveram como motivação suposto envolvimento do titular da pasta em possíveis delitos, conforme noticiado amplamente pela imprensa local e nacional”.

O documento cita a chacina no município de Tabatinga que resultou na morte de sete jovens entre 17 e 27 anos, supostamente motivada pelo falecimento de um sargento da Polícia Militar, a operação “Garimpo Urbano” que resultou na prisão do secretário de inteligência Samir Freire da SSP-AM, o uso do sistema de escutas “Guardião” para a prática de possíveis crimes, e investigações da Polícia Federal em 2015 a respeito da conduta do Coronel Lourismar Bonates ter supostamente negociado com uma facção criminosa quando gerenciava o Sistema Penitenciário do Estado.

O governador Wilson Lima está em viagem oficial. Em nota, o Governo do Amazonas informa que “na madrugada desta quinta-feira, o vice-governador, Carlos Almeida, e um funcionário comissionado da Casa Civil, de forma ilegal, criaram um documento exonerando um secretário de Estado, sem conhecimento do chefe da Casa Civil e do governador”.

A nota esclarece que o documento não chegou a ser publicado, por isso não tem validade e efeito. “Mas o ato gravíssimo tem o objetivo de causar instabilidade e danos ao Governo. Diante disso, o servidor será exonerado, teve as senhas de acesso ao sistema de governo canceladas e foi proibido de entrar na Casa Civil. O caso foi encaminhado à polícia, que tomará todas as providências para responsabilizar os envolvidos nesse ato criminoso”.

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