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Bolsonaro diz que vai determinar fim da bandeira vermelha a partir do mês que vem

O presidente Jair Bolsonaro disse na quinta-feira (14) que vai determinar que o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, reverta a bandeira vermelha que sinaliza más condições para a geração de energia e acarreta maiores custos para os consumidores. A declaração foi feita durante um evento em uma igreja evangélica em Brasília. “Sabemos as dificuldades da energia elétrica. Vou pedir pra ele, pedir não, determinar que ele volte a bandeira normal a partir do mês que vem”, disse o presidente.

A declaração foi feita durante um evento em uma igreja evangélica em Brasília (Foto: Reprodução)

A bandeira vermelha estava em vigor desde junho deste ano e representava mais R$ 9,49 a mais na conta de luz por cada kWh consumido pela unidade, um aumento de 6,78%. O presidente disse que o país estava na iminência de um colapso em relação à energia elétrica, mas as chuvas dos últimos dias melhoraram a situação.

A pior crise hídrica em 91 anos, conforme o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), levou ao acionamento em agosto de usinas termelétricas, que têm mais custos. Antes disso, em junho, a agência chegou a avaliar se manteria a taxa extra em R$ 9,49 ou se aumentaria o valor para R$ 11,50. Esses valores, no entanto, foram propostos pela Aneel antes das ações adotadas pela Câmara de Regras Excepcionais para a Gestão Hidroenergética (Creg), grupo presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e criado por meio da Medida Provisória 1055.

Desde que o comitê foi criado, o governo adotou diversas ações para tentar evitar apagões ou ainda a necessidade de um racionamento de energia. A termelétrica William Arjona, em Mato Grosso do Sul, por exemplo, tem um custo variável superior a R$ 2,4 mil por megawatt-hora (MWh), e a importação de energia da Argentina e do Uruguai, por exemplo, custa mais de R$ 2 mil por megawatt-hora (MWh).

Recomendações da Aneel

A Aneel vem divulgando uma série de recomendações aos consumidores para a redução do consumo de energia. Entre elas estão o uso racional do chuveiro elétrico (banhos de até 5 minutos e em temperatura morna); do ar condicionado (manter os filtros limpos e reduzir ao máximo seu tempo de utilização); da geladeira (só deixar a porta da geladeira aberta o tempo que for necessário, regular a temperatura interna de acordo com o manual de instruções e nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira); e do ferro de passar (juntar roupas para passar de uma só vez e começar por aquelas que exigem menor temperatura).

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