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Amazonas

Mulher é assassinada com 15 facadas na frente dos filhos no Amazonas

Mais um caso de feminicídio foi registrado no Amazonas e surpreendeu moradores do município de Eirunepé (distante 1.171 quilômetros em linha reta de Manaus). O crime aconteceu na manhã de terça-feira (23) e teve como vítima Elizandra Pedrosa da Silva, de 28 anos. O suspeito é o companheiro da vítima, Joel Martins da Silva, de 36 anos. 

Conforme a Polícia Civil, Elizandra foi assassinada com 15 facadas, por volta das 8h30, na rua Júlio Marinho, do bairro Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.  Os filhos menores da vítima presenciaram o crime. 

O gestor da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Eirunepé, investigador Gonzaga Rezende, informou que após o crime, o companheiro da vítima fugiu para uma área de mata fechada. Buscas estão sendo realizadas com intuito de localizar o suspeito. 

Vizinhos da vítima informaram à polícia que ouviram os gritos da vítima e, ao se aproximarem do local para verem o que estava ocorrendo, avistaram Joel saindo da casa com uma faca nas mãos e todo sujo de sangue. 

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.

Cresce em 300% casos de feminicídio no interior do Amazonas

Os casos de feminicídio no interior do Amazonas registraram um aumento de 300% de janeiro a agosto de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), nove mulheres foram vítimas desse crime nos primeiros oito meses do ano, enquanto no mesmo intervalo de 2020 foram três.

Só em Humaitá, foram dois feminicídios. Novo Aripuanã, Boca do Acre, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Tapauá, Anori e Manacapuru também registraram um caso cada. Na capital, os casos registraram queda de 33%, foram nove feminicídios de janeiro a agosto de 2020, três a mais do que o contabilizado nos primeiros oito meses deste ano. 

O feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo simples fato de ser mulher e foi tipificado em uma lei sancionada em 2015. Os motivos mais comuns do crime incluem o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres, comuns em sociedades marcadas pela associação de papéis discriminatórios ao gênero feminino.

  Com exceção de Humaitá, Tabatinga e Manacapuru, todos os demais municípios do interior do Amazonas que registraram assassinato contra as mulheres motivados por misoginia não contam com uma delegacia especializada para o atendimento às mulheres.  

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