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Manchete

Ômicron: o temor da quarta onda no Amazonas

Nas últimas semanas, mais uma notícia mudou a sensação de “normalidade” que a vacinação em massa contra a Covid-19 trouxe para todo o mundo. A nova variante Ômicron, com 50 mutações, quase o dobro das mutações da Delta.

O Amazonas foi o Estado que mais sofreu com o surgimento da pandemia no Brasil. Nós, vivenciamos o horror do vírus, com hospitais superlotados, falta de oxigênio, covas coletivas, desvio de recursos públicos e muitas mortes.

Os anos de 2020 e 2021 que não foram vividos e sim, sobrevividos, precisam servir de aprendizado para os governantes, principalmente agora, com o surgimento da Ômicron e com as festas de final e início de ano.

Nos últimos meses, estivemos vivendo em meio a calmaria com a redução significativa de mortes pela Covid-19. Mas, apesar de menor, o Brasil continua registrando em média, a morte de 227 brasileiros por dia.

Como a nova variante é uma descoberta nova, ninguém sabe ao certo como vai atingir no mundo, no Brasil e no Amazonas. Mas, existem evidências que pessoas já imunizadas podem se infectar e transmitir o vírus.

A Ômicron que surgiu na África do Sul, e já se espalha pelo mundo. A Europa, um dos países atingidos pela nova variante, adotou medidas restritas; o vírus também já foi identificado em 15 Estados dos Estados Unidos da América (EUA). Ao menos, 12 países já confirmaram casos.

A variante ômicron apresenta 50 mutações, 30 são na proteína spike, usada pelo vírus para invadir as células e que é alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19.
A preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é no poder da variante sobre as pessoas vacinadas. A Ômicron pode ser mais transmissível e menos suscetível às defesas geradas pelas vacinas.

Com a chegada da nova variantes, vários municípios do Brasil cancelaram as festas da virada do ano, que já haviam sido planejadas. O risco de contaminação é alto.

Em Manaus, no ano de 2020, o surto de casos iniciou entre março e abril, pouco tempo após as festividades do Carnaval, que também pode estar comprometido com a nova variante.

Nesta época, a capital do Amazonas foi destaque no Brasil e no mundo pelo número elevado de mortes que resultou na imagem de tratores abrindo covas coletivas no cemitério Nossa Senhora Aparecida, no bairro do Tarumã.

Mas, esse não seria o pior registro do que a pandemia de Covid-19 causou. Em janeiro de 2021, a falta de oxigênio que atingiu as unidades de saúde geraram imagens que jamais serão esquecidas, mas que são resumidas em uma expressão: corrida contra o tempo.

Os pacientes internados por infecção da Covid-19, precisavam de oxigênio para ficar vivos e os familiares, correram contra o tempo para encher os cilindros, comprar cilindros e isso gerou filas e filas em frente a única empresa fornecedora do produto. Disso, veio um novo problema. Nessa corrida, muitas pessoas se infectaram, adoeceram e morreram.

Uma terceira onda foi sentida pela população no final do ano passado, após a reabertura do comércio depois de muitas manifestações populares. As recomendações de distanciamento foram ignoradas, como distanciamento social. Isso gerou mais infecções e infelizmente, mortes.

Com a vacinação em massa, o mundo sentiu um alívio, desejando o fim de uma era triste. Mas, o surgimento da nova variante precisa acender novamente o alerta de cautela e principalmente, paciência. Porque vai passar!

O importante é que a continuação da vacinação contra a Covid-19 continue, a população precisa garantir as suas doses da vacina que já salvou muitas vidas.

As festas e comemoração vão ser realizadas, mas em outro momento. O Poder Público precisa ter cautela, reforçar os insumos dos hospitais e estar realmente preparado para oferecer o atendimento de saúde.

Recentemente, já visualizamos surtos de gripe em algumas cidades, como Rio de Janeiro e Manaus. É necessário a preocupação com a saúde, a valorização dos profissionais que estão se dedicando todo esse tempo e que inclusive, deram sua vida no combate ao vírus. Mas também é o momento de cada um continuar fazendo a sua parte!

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