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Manchete

Empresa que recebeu R$ 15 milhões neste ano, não paga salários dos enfermeiros há dois meses

O Portal Alex Braga recebeu denúncias de enfermeiros terceirizados da saúde pública que estão há dois meses sem receber os salários. A empresa contratada já embolsou mais de R$ 15 milhões neste ano, e possui diversos contratos atuando em várias unidades de saúde.

Com medo de represálias, a profissional da saúde pediu sigilo em sua identidade, mas relatou que a falta de pagamento por parte da empresa está ficando insustentável para os profissionais.

“Ninguém é pela gente. Somos terceirizados e a gente vive disso, a gente tá cumprindo com as nossas obrigações. Eu tenho medo, porque eu dependo disso. Mas, já está demais. Se você for parar para ver, várias empresas não pagam os funcionários. É complicado, eles dizem que não tem previsão, mas a gente está lá cumprindo o horário”, desabafou.

A empresa que possui diversos contratos com o Estado é a Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas (Segeam), localizada no Parque 10 de Novembro em Manaus. Durante a CPI da Saúde instaurada na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), a Segeam foi investigada pelos deputados que visualizaram irregularidades no contrato e serviço prestado.

De acordo com o levantamento realizado pela equipe de reportagem do Portal Alex Braga, no Portal da Transparência do Amazonas, a Segeam possui empenhado R$ 20.883.385,03, sendo liquidado R$ 15.935.263,31, e recebido, o montante de R$ 10.492.246,38.

Ainda neste ano, referente ao exercício anterior, a empresa recebeu R$ 5.154.606,03. A Segeam ainda tem para receber do Estado, o montante de R$ 10.391.138,65.

Segundo a denunciante, todas as vezes que os funcionários tentam contato com a empresa é relatado que não foi repassado a verba. “Nada é mais justo do que termos nossos pagamentos em dias já que cumprimos nosso horário de trabalho nas unidades de saúde”, desabafou.

Os profissionais da saúde sentem-se intimidados por denunciar a Segeam, pois a empresa possui diversos contratos terceirizados, ou seja, na maioria das unidades de saúde.

“A gente está lá lidando com a vida, não estamos brincando não. Eu queria muito a ajuda de vocês. A Segeam está presente em várias unidades e ninguém recebeu, do Hospital João Lúcio, Pronto-Socorro da Criança, da Zona Leste e Oeste, as Maternidades, e já estamos indo para dois meses sem receber”, explicou.

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