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Mentiras que contaram para você sobre o governo Lula

Durante o governo de Lula o número de miseráveis não teve uma queda de 36 milhões. A verdade é que, na época, o governo considerou a classe média brasileira com renda entre R$ 291 a R$ 1.019.

Outra mentira contada é a respeito do crescimento econômico. Foram ações dos governos anteriores, como o Plano Real (que o PT criticava), que frearam a inflação, permitindo mais investimento externo e maior concessão de crédito, algo quase inexistente antes. Afinal, ninguém quer investir em um país onde os preços aumentam corriqueiramente, corroendo salários e diminuindo o poder de compra.

Além disso, o aumento médio de 723% do preço das commodities no mercado mundial trouxe investimentos externos nos anos 2000.

Aliás, o aumento de gastos com a saúde e educação não significaram melhorias reais e as escolas não tiveram grandes avanços, de acordo com pesquisas do PISA.

Lula não criou 16 universidades no país, mas apenas quatro. A verdade é que o nome da maioria foi apenas mudado. O ex-presidente ainda atribui a si a criação do FIES, embora a criação do programa seja de 1999, ainda no governo FHC.

Já o Bolsa Família foi a junção de outros programas sociais, como o Bolsa Escola e o Vale Gás. Já O Luz no Campo de 2000 teve seu nome mudado para Luz Para Todos.

Um ato muito comemorado nos anos 2000 foi o “pagamento da dívida externa”. O ministro da Fazenda, na época, Antonio Palocci, anunciou o pagamento apenas de um dos credores brasileiros: o Fundo Monetário Internacional (FMI), que por muito tempo foi associado como o único credor brasileiro.

Tudo isso porque o governo vendeu títulos da dívida interna (uma forma de investidores emprestarem dinheiro ao governo) para ter o valor e pagar o FMI. Na época, o título tinha juros de 11,25%, bem maior que o da dívida externa. Ou seja, o Brasil pagou sua parte de sua dívida externa, endividando-se mais internamente.

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